29 DE AGOSTO – DIA NACIONAL DA VISIBILIDADE LÉSBICA

Pronunciamento de Daniela Marques – militante da Sapataria – na Sessão Solene em homenagem ao Dia Nacinal da Visibilidade Lesbica, dia 29 de agosto, na Câmara Legislativa do DF.
 
O dia de hoje – 29 de agosto – marca o início do primeiro Seminário Nacional de Lésbicas, o SENALE, ocorrido em 1996 na cidade do Rio de Janeiro, reunindo cerca de 100 mulheres lésbicas e bissexuais de todo o país.
 
O SENALE é um marco na história do movimento de lésbicas no Brasil. Surgiu a partir da necessidade de se criar um espaço para discussão das questões específicas de mulheres lésbicas e bissexuais, de forma ampla e democrática, porque em atividades mistas esse espaço era praticamente inexistente. E, não nos iludamos, continua sendo. Sendo assim, o SENALE passou a ser o espaço próprio e legítimo de proposição e deliberação das lésbicas organizadas no Brasil.
 
O que queremos quando nos organizamos e vamos à luta – literalmente – por aquilo que acreditamos? Em que acreditamos, afinal?
 
Acreditamos, acima de tudo, que o mundo à nossa volta pode ser mais justo e eqüitativo. Acreditamos ser possível superar as desigualdades incrustadas na cultura machista, racista e heteronormativa que oprime, desrespeita e violenta mulheres, pessoas LGBT, pessoas negras, crianças, pessoas pobres, e assim por diante.
 
Sabemos que o modelo político e econômico que está colocado já não atende às necessidades da comunidade global no século 21, assim como nunca atendeu às nossas necessidades e desejos. Por toda a nossa existência, tivemos que nos adaptar a um mundo feito por homens e para homens – independente do objeto de nosso amor e desejo ser mulher ou homem! Não é assim a Democracia, por exemplo? Feita por e para homens?
 
Por isso, desde sempre, vimos buscando alternativas para um mundo verdadeiramente possível, com oportunidades de vida justa e digna para todas as pessoas, sem discriminação por orientação sexual, raça, classe ou outro tipo qualquer.
 
Um exemplo dessa busca é a teoria da Economia Política Feminista, desenvolvida durante as últimas décadas. Acreditamos nela e não desistiremos de implantá-la em todos os níveis da sociedade, por acreditarmos que esta é uma alternativa concreta viável. Não nos sentimos contempladas pelas obras do PAC, pela reforma superfaturada da via EPIA ou do viaduto de Águas Claras, e muito menos pela descoberta da camada de petróleo pré-sal.
 
Acreditamos em um sistema público de transporte que seja eficiente, limpo e pontual, com motoristas educados e conscientes, que pratiquem a direção defensiva e não esta que conhecemos – a ofensiva; acreditamos na frota abastecida com biodísel fabricado a partir da mamona ou outro produto complementar da agricultura familiar, gerando distribuição de renda e economizando poluição.
 
Assim, todo o cimento utilizado para a construção de viadutos inúteis e a fina camada de piche que recapeia nossas pistas ano após ano poderiam ser aplicados, muito mais justamente, na construção de casas, escolas, hospitais, pistas de skate, quadras de basquete… E este é só um exemplo, no vasto leque de possibilidades já comprovadas para um desenvolvimento sustentável e justo.
 
Apesar de tudo isso, atuando em linha de frente paralela, ainda em 2008 as lésbicas lutam pelo seu espaço nas esferas de elaboração de políticas públicas, buscando serem consideradas e respeitadas como cidadãs de direitos. Os 508 anos de história do Brasil reservaram às mulheres que amam mulheres um lugar à margem da sociedade, em plena era de globalização e “desenvolvimento social”. Para nós, mulheres lésbicas e bissexuais, não há política de saúde, educação, emprego e renda, cultura, capacitação profissional, nem mesmo de prevenção a DST e Aids – só para citar alguns exemplos de exclusão e desigualdade.
 
No DF, as entidades de lésbicas organizadas promoveram no mês de agosto uma ampla programação de debates políticos e eventos culturais com o objetivo de promover a cidadania e a visibilidade lésbica. Mas a nossa luta continua durante todo o ano, todos os dias, até o dia em que todas as mulheres – lésbicas, bissexuais e heterossexuais – tenham as mesmas oportunidades, o mesmo respeito e o mesmo direito a uma cidadania plena que todas as pessoas.
 
Se você é lésbica ou mulher bissexual, procure os grupos e ONGs organizadas na sua cidade. No Distrito Federal, contamos com duas entidades de lésbicas organizadas, que são a:
 
Associação Lésbica Feminista Coturno de Vênus; e a
 
Sapataria – Coletivo de Mulheres Lésbicas e Bissexuais do DF
 
Organize-se!! Exija seus direitos e viva sua liberdade de expressão afetiva e orientação sexual. Acompanhe as programações. Demande que sua deputada ou deputado distrital, que o Governador e todas as Secretarias do GDF façam e regulamentem leis que atendam às suas necessidades.
 
Lembre-se: SUA BOCA É FUNDAMENTAL CONTRA FUNDAMENTALISMOS! Não fique calada, exija seus direitos!!
 
Obrigada, e até domingo na Parada Lésbica!

Pela 1ª vez, ministro da Saúde recebe mulheres que vivenciam a transexualidade

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, recebeu, na quarta-feira, dia 27 de agosto, representantes do Coletivo Nacional de Transexuais. O grupo entregou documento com pontos de reivindicação sobre saúde integral e agradeceu formalmente pela publicação, em 18 de agosto, da portaria que regulamenta a cirurgia de mudança de sexo no Sistema Único de Saúde (SUS). “Essa portaria é muito importante para a construção da cidadania das mulheres que vivem a transexualidade”, disse, emocionada, Andréa Stefani.

O principal ponto do documento entregue ao ministro diz respeito ao reconhecimento das transexuais como mulheres. “Queremos ser acolhidas como mulheres e atendidas na ótica da humanidade e do respeito”, disse Andréa. Com isso, explica ela, as necessidades das trans deixam de ser compreendidas como caprichos. “Antes e depois da cirurgia de mudança de sexo, essas pessoas precisam de terapia hormonal e acompanhamento psicológico e psiquiátrico”.

Para o diretor de atenção especializada do Ministério da Saúde, Alberto Beltrame, o principal desafio, agora, é habilitar hospitais envolvidos no chamado processo transexualizador. “Não tenho dúvida de que a maioria das unidades de saúde consegue fazer a cirurgia. Mas essa é mais que uma questão técnica”, lembrou, ao destacar a importância da assistência antes e depois do procedimento. Beltrame sugeriu que o coletivo auxilie na escolha e na avaliação dos hospitais.

Outra proposta apresentada ao ministro Temporão diz respeito à alocação das ações para essa população dentro da área técnica de saúde da mulher. “O movimento social considera esse setor o mais adequado para o aporte necessário à execução qualificada do processo, em respeito à real identidade de gênero, bem como a devida integração das ações e procedimentos da cirurgia com a atenção básica”, relata o documento. 

Segundo Temporão, essa decisão já está contemplada nas diretrizes do II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres e foi acatada pelo ministério. Regina Viola, responsável pela área técnica de Saúde da Mulher, informou que sua equipe vem aprofundando as discussões sobre a melhor forma de atender as mulheres transexuais.

O Plano de Enfrentamento da Feminização da Aids e outras DST, lançado em 2007, foi a primeira ação governamental a considerar as transexuais como mulheres. O texto, que contempla as mulheres e suas especificidades, inclusive as transexuais, toma como referência os Direitos Sexuais e os Direitos Reprodutivos, propostos nas Conferências Internacionais para Mulheres do Cairo (1994) e de Pequim (1995); e na I Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, em 2003. 

Assessoria de Imprensa
Programa Nacional de DST e Aids
Ministério da Saúde
Tel: (61) 3448-8088/ 8100/ 8106/ 8090

Por que Visibilidade Lésbica?

Na próxima sexta-feira (29/08), a Deputada Distrital Érika Kokay promoverá Sessão Solene em homenagem ao Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, no Plenário da Câmara Legislativa, a partir das 15h. A data – 29 de agosto – marca o início do primeiro Seminário Nacional de Lésbicas, o SENALE, ocorrido em 1996 na cidade do Rio de Janeiro, reunindo cerca de 100 mulheres lésbicas e bissexuais de todo o país.

O SENALE surgiu a partir da necessidade de se criar um espaço para discussão das questões específicas de mulheres lésbicas e bissexuais, de forma ampla e democrática, pois em encontros mistos esse espaço era praticamente inexistente. O SENALE passou a ser, então, um espaço de proposições e deliberações das lésbicas organizadas de várias regiões do país.

Ainda em 2008, as lésbicas lutam pelo seu espaço nas esferas de elaboração de políticas públicas, buscando ser contempladas como cidadãs de direitos. O machismo impregnado nos 508 anos da história do Brasil, aliado à cultura da heterossexualidade branca e classista, reserva às mulheres lésbicas e bissexuais um lugar à margem da sociedade, em plena era de globalização e “desenvolvimento social”. Para nós, mulheres lésbicas e bissexuais, não há política de saúde, educação, emprego e renda, cultura, capacitação profissional, nem mesmo de prevenção a DST e Aids – só para citar alguns exemplos de exclusão e desigualdade.

No DF, as entidades de lésbicas organizadas promoveram no mês de agosto uma ampla programação de debates políticos e eventos culturais com o objetivo de promover a cidadania e a visibilidade lésbica. Mas a nossa luta continua durante todo o ano, todos os anos, até o dia em que todas as mulheres – lésbicas, bissexuais e heterossexuais – tenham as mesmas oportunidades, o mesmo respeito e o mesmo direito a uma cidadania plena que todas as pessoas.

Se você é lésbica ou mulher bissexual, procure os grupos e ONGs organizadas na sua cidade ou estado. No Distrito Federal, você conta com:

Sapataria – Coletivo de Mulheres Lésbicas e Bissexuais do DF

Associação Lésbica Feminista Coturno de Vênus

Casa Roxa – Centro de Referência em Direitos Humanos LGBT

Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa

Entre outros grupos mistos.

Organize-se!! Exija seus direitos e viva sua liberdade de expressão afetiva e orientação sexual. Acompanhe as programações. Demande que sua deputada ou deputado distrital faça leis que atendam às suas necessidades.

Lembre-se: SUA BOCA É FUNDAMENTAL CONTRA FUNDAMENTALISMOS! Não fique calada, exija!!

Published in: on 26/08/2008 at 23:05  Comments (4)  

MULHER COM MULHER DÁ: POLÍTICA!!!

Estamos chegando ao final do Mês da Visibilidade Lésbica no Distrito Federal, e contamos com a mesma alegria, orgulho e apoio de todas as mulheres lésbicas e bissexuais para embelezar a programação dessa semana, que promete!! Teremos filmes, festa, oficina sobre violência contra mulher e, domingo, a nossa PARADA LÉSBICA, que esse ano traz o tema MULHER COM MULHER DÁ: POLÍTICA!! Confira dias, locais e horários abaixo:

Terça-feira (26/ago) – Tem III Mostra Lésbica de Cinema e Vídeo, no teatro da administração de Planaltina (em frente a rodoviária), às 19:30h.
Filme: Fogo e desejo. Fire. Deepa Mehta, 1997, Canadá e Índia, 1h44min.
Vídeo: Histórias Lésbicas. Maria Angélica Lemos, Brasil, 26 min. Aberto ao público, grátis!
Realização: Coturno de Vênus

Quarta-feira (27/ago) – Tem Encontro das Jacaroas e Encerramento da III Mostra Lésbica de Cinema e Vídeo, na Casa Roxa (QE 28 – conj B – Casa 13 – Guará 2), às 20h, só para mulheres! Grátis!
Filme: Itty Bitty Titty Committee. Jamie Babbit, 2007, EUA, 1h27 min.
Vídeo:
X Encontro Feminista Latino Americano e do Caribe. X EFLAC, Kaka, 2004, Brasil, 25 min.
Realização: Coturno de Vênus

Quinta-feira (28/ago) – Tem Festa das Lésbicas!! Uma festa áudio-visual!! No Espaço Galleria(Conic), a partir das 22h, mulher R$10,00, homem R$15,00. Com as DJs She-ra e Xena; Lee e Ana; Karla Araújo; Háll.
A grana da festa será usada para pagar as despesas da IV Parada Lésbica, colabore, vá e chame as amigas, ajude a realizar a Parada Lésbica!!!
Realização: Coturno de Vênus

Sexta-feira (29/ago) – Sessão Solene da Visibilidade Lésbica, na Câmara Legislativa, Asa Norte, às 15h.
Realização: Gabinete da Deputada Érika Kokay

Sábado (30/ago) – Oficina “Utilização da Lei Maria da Penha nos casos de lesbofobia”, das 10h às 13h, e oficina de “Wen Do – técnicas de defesa pessoal para mulheres” das 14:30h às 17h.
Na Associação Sócio – Cultural Radicais Livres SA – São Sebastião-DF (Sede Provisória dos Radicais Livres S/A, Rua 49, Casa 90, bairro Vila Nova – rua da papelaria Preferida próximo ao supermercado União).
Realização: Sapataria – Coletivo de Mulheres Lésbicas e Bissexuais do DF.


Domingo (31-ago) – IV Parada Lésbica de Brasília. Mulher com Mulher dá POLÍTICA!!!
Na EQS 505/506, a partir das 14:30h.

A política é muito importante! É participando da política nos movimentos sociais, nos partidos políticos, nos espaços de controle social do Estado e dos governos, e na escolha consciente de nossos parlamentares, que nós mulheres lésbicas podemos transformar o mundo e construir uma sociedade que nos respeite e garanta nossos direitos. Vamos fazer política!!!
Mulher com Mulher dá POLÍTICA! E juntas vamos exigir leis e políticas públicas que afirmem e promovam cidadania plena para as mulheres lésbicas!!

Dia 23 de agosto: FUTEBOL E TRUCO!!

O mês de agosto é especial para o movimento de lésbicas organizadas no Brasil. No dia 19, comemora-se o Dia do Orgulho Lésbico, assim determinado em função da primeira manifestação de lésbcias ocorrida no Ferro’s Bar, em São Paulo, quando ativistas do Grupo Ação Lésbica Feminista (GALF) foram proibidas de vender o boletim ChanacomChana naquele estabelecimento, em 1983. O dia 29 de agosto marca o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica. Nesta data em 1996, começava o I SENALE – Seminário Nacional de Lésbicas, a instância deliberativa maior do movimento de mulheres que amam mulheres.

No Distrito Federal, as duas entidades que trabalham pela garantia de direitos de lésbicas – Sapataria e Coturno de Vênus – organizam o Mês da Visibilidade Lésbica, com uma intensa programação de atividades políticas e culturais, entre 2 e 31 de agosto. No próximo sábado, dia 23 de agosto, a Sapataria promove o Campeonato de Futebol e Truco Feminino, em parceria com o bar Armazém Beer, na QDS 3 de Taguatinga Sul. Domingo, dia 24, Márcia Babinsk promove o Campeonato Babinsk de Sinuca, exclusivo para mulheres, no Bar Tacada, que fica na EPTG. Na próxima semana teremos ainda Mostra Lésbica de filmes (26 e 27), sessão solene em homenagem ao Dia Nacional da Visibilidade Lésbica na Câmara Legislativa (29) e, o grand finale, a 4ª Parada Lésbica de Brasília (31) com o tema MULHER COM MULHER DÁ: POLÍTICA!!

SERVIÇO:
23 DE AGOSTO – sábado – Campeonato de futebol feminino e truco para mulheres
Bar e Restaurante Armazém – CSD 03, Lote 02, Loja 01 – Praça da VilaMatias – Taguatinga Sul-DF
Inscrições de12h às 14h no local
Inscrição por time de futebol (7 pessoas): R$ 10.
Inscrição por dupla de truco: R$ 5. Entrada no Armazém: R$ 3 (mulheres)* e R$ 6 (homens). Debate sobre a imagem da mulher na mídia – 17h às 19h
>> * As integrantes dos times não precisam pagar entrada no Armazémno dia do Campeonato!
Realização: Sapataria e Armazém

 
Maiores informações nos sites da Sapataria e Coturno de Vênus

A palavra é VISIBILIDADE

No mês de agosto acontece a semana da Visibilidade Lésbica, que vai do dia 19 ao dia 29. O dia 19 de agosto é o dia nacional do Orgulho Lésbico, representando a primeira grande manifestação de lésbicas no Brasil, que aconteceu na cidade de São Paulo, em 1983, no Ferro’s Bar. O ato acorreu em decorrência de algumas ativistas do Grupo de Ação Lésbica Feminista (Galf), terem sido impedidas de vender os folhetins da associação que tratavam da temática lésbica. Várias ativistas relataram que foram perseguidas e constrangidas por policiais e seguranças do estabelecimento, desencadeando vários protestos e atos políticos.

Já o dia da Visibilidade Lésbica é comemorado no dia 29 de agosto. A data foi escolhida em alusão ao I Seminário Nacional de Lésbicas (SENALE), que aconteceu no Rio de Janeiro, em 1996. O SENALE foi um espaço fundamental onde aconteceram vários debates em torno da lesbianidade, e também um espaço de auto-organização das mulheres, dando visibilidade às reivindicações e rumos do movimento. A lesbofobia é um fator presente em nossa sociedade regida pelo heteropatriarcado, machismo, fundamentalismo, sexismo e principalmente pelo racismo, pois se além de ser lésbica, a mulher for negra a opressão vivida é maior ainda.

Segundo dados de uma pesquisa feita com 150 mulheres de 17 a 57 anos, pela “Rede de Informação Um Outro Olhar”, 60% das mulheres não heterossexuais quando vão ao ginecologista não revelam sua orientação sexual. Na saúde temos dados alarmantes de despreparo dos/das profissionais da área, em relação às especificidades das lésbicas. Apesar de termos avançado, ainda temos pouquíssimos dados como artigos e pesquisas publicados sobre saúde em relação às mulheres não heterossexuais. Ate hoje não temos insumos de prevenção às doenças sexualmente transmissíveis específicos, uma demanda constante do movimento.

Por que quando a homossexualidade é discutida o debate é direcionado aos homens gays? Vivemos em mundo cuja cultura do patriacardo interfere diretamente na opinião das pessoas, que por preconceito preferem ignorar a homoafetividade feminina. Quando enfrentamos os desafios cotidianos percebemos que a saída contra a invisibilidade lésbica não é individual, mas sim um projeto coletivo de outra sociedade, sem les/bi/transfobia. Temos que unificar as lutas com os demais movimentos sociais, incorporando efetivamente ações concretas contra a cultura heteropatriarcal, e por um mundo livre de opressões.

            Wládia Fernandes

Militante Lésbica do Ceará

Published in: on 20/08/2008 at 11:10  Deixe um comentário  
Tags: , ,

MÊS DA VISIBILIDADE LÉSBICA DEBATE FEMINISMOS E POLÍTICAS

A Sapataria – Coletivo de Mulheres Lésbicas e Bissexuais do DF convida para a mesa redonda “Feminismos e Políticas: outro mundo é possível”, a se realizar no contexto do Mês da Visibilidade Lésbica, no dia 18 de agosto das 19h às 21h30, no auditório da CUT-DF (SDS Ed. Venâncio V – 1º e 2º subsolos – lojas 4, 14 e 20 – entrada por trás do CONIC).

Para este debate, contaremos com as contribuições de:

Ondas feministas – Beth Saar, Secretaria Especial de Políticas para Mulheres
Mulheres negras mudando o mundo – Jacira Silva, Fórum de Mulheres Negras do DF
Mulheres que fazem cultura – Ellen Oléria, cantora e compositora
Segurança pública e mulheres – Ludmila Gaudad, integrante da Sapataria
Economia feminista, alternativa ao desenvolvimento – Guacira César de Oliveira, CFEMEA – Centro Feminista de Estudos e Assessoria
Mulher, Parlamento e Política – Míriam Correa, Assessora de Gênero e Direitos Sexuais da Liderança do PT na Câmara
Ecofeminismo – Iara Pietricovski, INESC – Instituto de Estudos Socioeconômicos

Contamos com a presença de todas e todos!

A história do planeta foi construída e tem sido contada a partir da perspectiva masculina. Os espaços políticos, as esferas econômicas, a produção cultural e o uso dos recursos naturais, da maneira que conhecemos hoje, têm sido tão destrutivos que já vemos em risco a manutenção da vida como a conhecemos no planeta.

Nesse processo de construção, apesar das inúmeras formas e iniciativas de resistência, as mulheres foram subjugadas e submetidas à opressão e todo tipo de violência por parte da “classe dominante” masculina. Classe esta que, em grande parte do planeta, é também branca, machista, heteronormativa, racista e classista – oprimindo as mulheres, especialmente as negras.

As práticas femininas e dos povos tradicionais, por sua vez, têm apresentado alternativas interessantes e perfeitamente viáveis ao modelo de desenvolvimento vigente, e são estas alternativas que pretendemos discutir na mesa redonda “Feminismos e Política: outro mundo é possível”.

No intuito de aprendermos todas um pouco mais sobre essas práticas alternativas é que se realiza a mesa redonda “Feminismos e Políticas: outro mundo é possível”.

De 18 a 25 de agosto, teremos:

——————————–
19 DE AGOSTO – terça-feira
Auditório da Administração de Planaltina – Tel:3389 2243
III Mostra Lésbica de Cinema e Vídeo. ENTRADA FRANCA. Aberto ao público.
Horário: 19h30
Realização: Coturno de Vênus

——————————–
23 DE AGOSTO – sábado
Bar e Restaurante Armazém – CSD 03, Lote 02, Loja 01 – Praça da Vila
Matias – Taguatinga Sul-DF

Campeonato de futebol feminino e truco para mulheres – inscrições de
12h às 14h no local

Inscrição por time de futebol (7 pessoas): R$ 10.
Inscrição por dupla de truco: R$ 5.

Debate sobre a imagem da mulher na mídia – 17h às 19h

Entrada no Armazém: R$ 3 (mulheres)* e R$ 6 (homens)
>> * As integrantes dos times não precisam pagar entrada no Armazém
no dia do Campeonato!
Realização: Sapataria e Armazém

——————————–
24 DE AGOSTO – domingo
Bar Tacada – EPTG, em frente ao Posto da Polícia/Detran

Campeonato Feminino Babinsk de Sinuca
Horário: 17h
Inscrições até 20 de agosto com Babinsk (9134-1815) ou Elen Morais (8491-0126)
Valor da inscrição da dupla: R$ 35 – inclui 2 camisetas, crachás,
entradas para show da Nayara Araújo. Homologação dias 21 e 22 de
agosto (info no Bolg da Babinsk)
PREMIAÇÃO PARA 1º, 2º E 3º LUGAR!

Show da Nayara Araújo – Entrada R$ 5.
Horário 21h
A renda do show será revertida para a realização da IV Parada Lésbica
de Brasília.
Realização: Marcia Babinsk

PROGRAMAÇÃO DA SEMANA!!

A Sapataria – Coletivo de Mulheres Lésbicas e Bissexuais do DF convidapara a mesa redonda “Feminismos e Políticas: outro mundo é possível”,a se realizar no contexto do Mês da Visibilidade Lésbica, no dia 18 deagosto das 19h às 21h30, no auditório da CUT-DF (SDS Ed. Venâncio V –1º e 2º subsolos – lojas 4, 14 e 20 – entrada por trás do CONIC).

Para este debate, contaremos com as contribuições de:

. Ondas feministas – Beth Saar, Secretaria Especial de Políticas para Mulheres
. Mulheres negras mudando o mundo – Jacira Silva, Fórum de Mulheres Negras do DF
. Mulheres que fazem cultura – Ellen Oléria, cantora e compositora
. Segurança pública e mulheres – Ludmila Gaudad, integrante da Sapataria
. Economia feminista, alternativa ao desenvolvimento – Guacira César deOliveira, CFEMEA – Centro Feminista de Estudos e Assessoria
. Mulher, Parlamento e Política – Míriam Correa, Assessora de Gênero eDireitos Sexuais da Liderança do PT na Câmara
. Ecofeminismo – Iara Pietricovski, INESC – Instituto de Estudos Socioeconômicos

Contamos com a presença de todas e todos!

A história do planeta foi construída e tem sido contada a partir daperspectiva masculina. Os espaços políticos, as esferas econômicas, aprodução cultural e o uso dos recursos naturais, da maneira queconhecemos hoje, têm sido tão destrutivos que já vemos em risco amanutenção da vida como a conhecemos no planeta.

Nesse processo de construção, apesar das inúmeras formas e iniciativasde resistência, as mulheres foram subjugadas e submetidas à opressão etodo tipo de violência por parte da “classe dominante” masculina. Classe esta que, em grande parte do planeta, é também branca,machista, heteronormativa, racista e classista – oprimindo asmulheres, especialmente as negras.
As práticas femininas e dos povos tradicionais, por sua vez, têmapresentado alternativas interessantes e perfeitamente viáveis aomodelo de desenvolvimento vigente, e são estas alternativas quepretendemos discutir na mesa redonda “Feminismos e Política: outromundo é possível”.

De 18 a 25 de agosto, teremos:
——————————–

19 DE AGOSTO – terça-feiraAuditório da Administração de Planaltina – Tel:3389 2243III Mostra Lésbica de Cinema e Vídeo. ENTRADA FRANCA.
Aberto ao público.
Horário: 19h30
Realização: Coturno de Vênus
——————————–

23 DE AGOSTO – sábado
Bar e Restaurante Armazém – CSD 03, Lote 02, Loja 01 – Praça da VilaMatias – Taguatinga Sul-DF

Campeonato de futebol feminino e truco para mulheres – inscrições de12h às 14h no local
Inscrição por time de futebol (7 pessoas): R$ 10.

Inscrição por dupla de truco: R$ 5.

Debate sobre a imagem da mulher na mídia – 17h às 19h

Entrada no Armazém: R$ 3 (mulheres)* e R$ 6 (homens)

>> * As integrantes dos times não precisam pagar entrada no Armazémno dia do Campeonato!

Realização: Sapataria e Armazém
——————————–

24 DE AGOSTO – domingo
Bar Tacada – EPTG, em frente ao Posto da Polícia/Detran

Campeonato Feminino Babinsk de Sinuca
Horário: 17h
Inscrições até 20 de agosto com Babinsk (9134-1815) ou Elen Morais (8491-0126)
Valor da inscrição da dupla: R$ 35 – inclui 2 camisetas, crachás,entradas para show da Nayara Araújo.
Homologação dias 21 e 22 deagosto (info no Bolg da Babinsk)
PREMIAÇÃO PARA 1º, 2º E 3º LUGAR!

Show da Nayara Araújo – Entrada R$ 5.
Horário 21h
A renda do show será revertida para a realização da IV Parada Lésbicade Brasília.
Realização: Marcia Babinsk
——————————–

Confira a programação completa do Mês da Visibilidade Lésbica no https://sapatariadf.wordpress.com e no www.coturnodevenus.org.br/agosto.

Published in: on 17/08/2008 at 01:30  Deixe um comentário  

OUTRO MUNDO É POSSÍVEL – debate sobre feminismos e políticas

 A Sapataria – Coletivo de Mulheres Lésbicas e Bissexuais do DF convida para a mesa redonda “Feminismos e Políticas: outro mundo é possível”, a se realizar no contexto do Mês da Visibilidade Lésbica, no dia 18 de agosto das 19h às 21h30, no auditório da CUT-DF (SDS Ed. Venâncio V – 1º e 2º subsolos – lojas 4, 14 e 20 – entrada por trás do CONIC).

A história do planeta foi construída e tem sido contada a partir da perspectiva masculina. Os espaços políticos, as esferas econômicas, a produção cultural e o uso dos recursos naturais, da maneira que conhecemos hoje, têm sido tão destrutivos que já vemos em risco a manutenção da vida como a conhecemos no planeta.

Nesse processo de construção, apesar das inúmeras formas e iniciativas de resistência, as mulheres foram subjugadas e submetidas à opressão e todo tipo de violência por parte da “classe dominante” masculina. Classe esta que, em grande parte do planeta, é também branca, machista, heteronormativa, racista e classista – oprimindo as mulheres, especialmente as negras.

As práticas femininas e dos povos tradicionais, por sua vez, têm apresentado alternativas interessantes e perfeitamente viáveis ao modelo de desenvolvimento vigente, e são estas alternativas que pretendemos discutir na mesa redonda “Feminismos e Política: outro mundo é possível”.

No intuito de aprendermos todas um pouco mais sobre essas práticas alternativas é que se realiza a mesa redonda “Feminismos e Políticas: outro mundo é possível”. Para este debate, contaremos com as contribuições de:

  • Ondas feministas – Beth Saar, Secretaria Especial de Políticas para Mulheres
  • Mulheres negras mudando o mundo – Jacira Silva, Fórum de Mulheres Negras do DF
  • Mulheres que fazem cultura – Ellen Oléria, cantora e compositora
  • Segurança pública e mulheres – Ludmila Gaudad, integrante da Sapataria
  • Economia feminista, alternativa ao desenvolvimento – Guacira César de Oliveira, CFEMEA – Centro Feminista de Estudos e Assessoria
  • Mulher, Parlamento e Política – Míriam Correa, Assessora de Gênero e Direitos Sexuais da Liderança do PT na Câmara
  • Ecofeminismo – Iara Pietricovski, INESC – Instituto de Estudos Socioeconômicos

Contamos com a presença de todas e todos!

Published in: on 14/08/2008 at 02:15  Deixe um comentário  
Tags: , , , , , ,

PROGRAMA DA SEMANA – VISIBILIDADE LÉSBICA

13 DE AGOSTO – quarta-feira
Dedo de Moça – CNF 02 Lote 01 Loja 05 – Sandu Norte – Taguatinga
(atrás do supermercado Tókio).

III Mostra Lésbica de Cinema e Vídeo – ENTRADA FRANCA*
Horário: 20h.
* Aberto ao público. Entrada gratuita apenas para a Mostra.
Realização: Coturno de Vênus

——————————–
16 DE AGOSTO – sábado
EQR 609/611 – Parque Ecológico três Meninas – Samambaia-DF

OFICINA Utilização da Lei Maria da Penha nos casos de lesbofobia – ENTRADA FRANCA
Horário: 9h a 13h

OFICINA Wen Do – técnicas de defesa pessoal para mulheres – ENTRADA FRANCA
Horário: 14h30 a 17h

Realização: Sapataria

Mostra Lésbica de Cinema e Vídeo – ENTRADA FRANCA
Balaio Café – 201 norte Bloco B

Horário: 17h

Filme: D.E.B.S. – As Super Espiãs. D.E.B.S. [censura 16 anos]
Vídeos: Seleção curtas 2

Realização: Coturno de Vênus