Mais Mulheres no Poder!!

Pessoas de todos os matizes,

Já está no ar o site www.maismulheresnopoderbrasil.com.br, para divulgar a campanha q visa ampliar a participação das mulheres nos espaços de decisão.

 

Acessem!! Lá vocês vão encontrar mts informações interessantes, inclusive a plataforma das mulheres para as eleições 2008.

Do www.grupomatizes.org.br

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2 ComentáriosDeixe um comentário

  1. “She Stole My Voice: A Documentary about Lesbian Rape”

    http://www.rmdglobal.net/she-stole-my-voice/

    Qual sua opnião sobre isso?

  2. Em resposta ao comentário acima, que nos coloca a questão da violência sexual entre mulheres, e baseado no que o vídeo do link traz, temos que o conteúdo do vídeo, a priori, pode parecer absurdo: como assim mulher estuprar mulher?
    Essa pergunta mostra a variedade de mitos que existem em relação à sexualidade em geral e em relação à violência.
    Um primeiro mito a se desconstruir aqui é o de que a violência possui sempre os personagens nas mesmas posições: a mulher vítima e o homem agressor. Apesar de ser a mais visível, essa configuração não corresponde a toda a realidade e a crença nela ajuda a reproduzir o silêncio de muitas mulheres que apanham e são violentadas por outras mulheres por aí. A violência em geral tem vários/as agentes diretos/as e indiretos/as, podendo sim eventualmente ser uma mulher. Há de se desconstruir de que a violência é sempre cometida por homens e tem a ver com quem tem poder. Há relações de poder entre quaisquer pessoas, e tais relações podem culminar em violência, seja psicológica, moral, patrimonial, sexual e física.
    Se tirarmos o foco da violência do falo masculino e entendermos a violência, e no caso do vídeo a violência sexual, como uma relação de poder que se dá no corpo de alguém, é possível entender que uma mulher pode violentar sexualmente outra mulher sim. Sendo mais práticas: qualquer mulher que se sinta violada, forçada a fazer algo que não queira por outra mulher, está sofrendo violência sexual.

    Não se quer aqui colocar as mulheres como agressoras, mas entender a amplitude da violência sexual, justamente dando visibilidade a atos que por conta de uma cultura patriarcal, as mulheres não reconhecem como violência sexual, como ser persuadida/forçada a ter uma relação sexual pelo marido, ou a companheira. Essa discussão também volta a quebrar outro mito de que mulheres por natureza não podem assumir papéis de agentes/sujeitos de poder. Podem sim, tanto no poder público, tanto como agressoras. Sad but true.

    O problema principal aqui é que se não falamos sobre algo, é como se não existisse. Então assim como não se quer saber de mulheres lésbicas, quem dirá saber se existe violência sexual entre elas. E quem que paga com essa invisibilidade? As mulheres lésbicas e bissexuais. Então é por isso que temos que falar sobre o assunto.

    Pode ser raro, mas a questão é: e quando acontece? O que fazer?
    Uma questão interessante que a Sapataria pode trazer para o debate é que aqui no Brasil temos uma Lei que protege mulheres vítimas de violência doméstica e familiar: a Lei 11340 – Lei Maria da Penha. Tal Lei estabelece os tipos diferentes tipos de violência pelas quais as mulheres podem passar e reconhece que a violência contra mulher ocorre e deve ser punida independente da orientação sexual da vítima e do tipo de relação que possui com quem a agrediu. Ou seja, de forma inédita as mulheres lésbicas são contempladas na lei. Dessa forma, consideramos a Lei Maria da Penha um passo importante dentro de um sistema legal patriarcal e reforçamos que toda mulher lésbica ou bissexual que sofrer violência sexual por alguém com quem convive, seja um companheiro ou a companheira, não deve se calar, mas fazer a denúncia.


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