PREMIAÇÃO: Incentivo às pesquisadoras

 

 
PREMIAÇÃO
Incentivo às pesquisadoras


Da Redação

Arquivo Pessoal
Monica usou o dinheiro em uma pesquisa sobre disfunção erétil
 

Mulheres, jovens e cientistas. Esse é o perfil procurado pelo prêmio Para mulheres na ciência, promovido pela L’oréal e a Unesco em parceria com a Associação Brasileira de Ciências. As interessadas têm até sexta-feira, dia 8, para se inscreverem na quarta edição do concurso. O registro deve ser feito no site ww.abc.org.br/ loreal.

Para se candidatar, é preciso apresentar um projeto de pesquisa nas áreas de ciências biomédicas; biológicas e da saúde; ou de ciências matemáticas, físicas e químicas. São sete bolsas no valor de US$ 20 mil. Também é preciso ter concluído o doutorado a partir de 1º de janeiro de 2005 e estar disposta a realizar trabalhos científicos em instituições brasileiras de pesquisa.

A iniciativa existe no Brasil desde 2006. É uma edição local da versão internacional promovida pela L’oréal e a Unesco desde 1998. Três pesquisadoras brasileiras já levaram o prêmio: Mayana Zatz, pelo estudo da distrofia muscular; Lucia Previato, em uma pesquisa para tratamento e prevenção da doença de Chagas; e Belita Koiller, pela contribuição para a computação quântica e nanociência.

Hoje, as três fazem parte do júri da versão brasileira do concurso. “Mostramos que, mesmo com dificuldades, o Brasil está produzindo ciência de qualidade, que tem futuro e merece todo o apoio”, afirma Lucia Previato, professora do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

No primeiro ano do prêmio no Brasil, houve 480 candidatas. Nas duas outras edições, a média caiu para 380 inscrições. “A queda na inscrição foi proporcional ao aumento de qualidade dos trabalhos. Hoje, só participa quem tem certeza de que seu estudo está maduro”, explica Christiane Fleury, diretora de Comunicação da L’oréal Brasil.

Monica Andersen, de 35 anos, ganhou o prêmio em 2007. A professora da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo dedica-se à carreira acadêmica desde 1995. Com o dinheiro, a pesquisadora comprou sensores de pelimetria, usados em ratos em uma pesquisa sobre disfunção erétil. Monica também usou o incentivo para trazer uma professora indiana que sabia manusear os sensores. “Além da questão financeira, o prêmio proporciona uma quebra do estereótipo da mulher cientista como uma pessoa feia, de óculos e jaleco. Ele mostra quem nós realmente somos”, elogia.

Na avaliação dos projetos, são levados em consideração o currículo da candidata, perfil, carreira e relevância da pesquisa proposta. As ganhadoras têm um ano para investir o dinheiro. E a conclusão dos resultados esperados não é requisito. “Afinal, nem sempre o que se pensou no início da pesquisa pode dar certo. Estamos experimentando” , explica Lucia.

PARTICIPE
Inscrições no prêmio Para mulheres na ciência até 8 de maio, no site ww.abc.org.br/ loreal.

 

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Published in: on 04/05/2009 at 20:56  Deixe um comentário  

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