“A referida lei milita a favor do preconceito”, diz Kassab ao vetar Dia do Orgulho Hétero

Por Redação ACapa em 31/08/2011 às 11h36

O prefeito da Cidade de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD-SP), encaminhou hoje, quarta-feira (31), ao presidente da Câmara Municipal de São Paulo, vereador José Police Neto (sem partido), a justificativa de veto ao projeto de lei do vereador Carlos Apolinário (DEM-SP), que propunha a instituição do “Dia Municipal do Orgulho Heterossexual”.

O prefeito Kassab argumenta em seu veto que o conteúdo do PL “é materialmente inconstitucional e ilegal, bem como contraria o interesse público”. Por conta disso, o prefeito diz que se vê “obrigado a vetar totalmente o texto aprovado” pela Câmara Municpal de São Paulo. Gilberto Kassab também coloca que “não vê problemas” em a cidade ter mais uma data comemorativa, porém, a referida lei disfarça um falso argumento de “simplicidade” que repercutiu negativamente no país e fora dele.

Mais adiante, o prefeito de São Paulo reflete a respeito da lei ser comemorada na véspera do natal e a intenção do projeto de lei em desejar resguardar a “moral e os bons costumes”. Kassab diz que não é preciso de “muito esforço” para entender que o autor da lei quer associar a heterossexualidade aos “bons costumes”, para dessa maneira fazer entender que a homossexualidade atenta contra os valores da família. O veto ainda diz que é possível identificar nas entrelinhas do texto conotações de intolerância e homofobia.

Por fim, o veto afirma que a criação do “Dia do Orgulho Heterossexual não faz sentido algum”, pois, a população heterossexual não “sofre qualquer tipo de discriminação”. O texto do veto volta a afirmar que a lei vetada “não faz questão de esconder o preconceito contra a homossexualidade” e por conta disso, “a referida lei, ao invés de promover o entendimento das diferenças, a paz social, o projeto de lei milita a serviço do confronto e do preconceito”.

 

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Beijaço contra discriminação

27/5/2010

Em resposta ao trote homofóbico da semana passada de veteranos de engenharia contra calouros de arquitetura, alunos homossexuais fazem manifestação e dão novo colorido à universidade. A instituição deverá lançar cartilha contra o conflito entre gêneros

Monique Renne/CB/D.A Press

Homens com homens, mulheres com mulheres e homens com mulheres. A formação dos casais não importava na passeata contra o preconceito aos homossexuais que tomou conta da UnB

A Universidade de Brasília (UnB) ganhou um colorido diferente no início da tarde de ontem. O cinza do concreto deu espaço às cores do arco-íris, estampadas em bandeiras do movimento de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros (LGBTTT) e faixas de repúdio ao preconceito sexual. Com apitaço, batucada e gritos de guerra, centenas de estudantes de vários cursos fizeram uma passeata pelo câmpus da Asa Norte em protesto contra a homofobia e o machismo na instituição. A manifestação culminou com um beijaço na Faculdade de Tecnologia. Valeu tudo: homem com homem, mulher com mulher e homem com mulher. O ato foi uma resposta ao trote homofóbico realizado por alunos de engenharia civil contra colegas do curso de arquitetura e urbanismo na semana passada.

Segundo um dos organizadores da passeata, o estudante de arquitetura Luiz Eduardo Sarmento, 21 anos, o trote foi a gota d`água para mobilizar um grupo maior na luta contra a homofobia. Ele destaca que, apesar do seminário UnB Fora do armário, na última semana, a discussão não chegou às pessoas preconceituosas e muitas nunca tinham visto um beijo gay. “Queremos colocá-las em contato com o que não veem e tentam negar que exista”, explicou. Participante do beijaço, a estudante de ciências sociais Lívia Aquino, 20, acrescentou que é preciso mostrar que os gays estão por todo lado. “Não adianta ignorar ou achar ruim.”

A chegada à Faculdade de Tecnologia, onde se concentram os cursos de engenharia da UnB, foi barulhenta. Mas, como era no horário de almoço, a maioria das salas estava vazia. Os manifestantes fizeram uma parada estratégica em frente ao centro acadêmico de engenharia civil, bateram na porta e colaram adesivos com os dizeres “universidade sem homofobia”. Quem estava do lado de dentro não gostou. “Acho uma palhaçada. A gente tem a nossa opinião e eles têm a deles”, observou o estudante Gabriel Morais Roriz, 21 anos. O aluno de mecatrônica Diogo Nazzetta, 20, defendeu que a homofobia não pode ser generalizada. Ele apoia o movimento, porém condena a rixa entre os cursos de humanas e exatas.

Na passagem pelo câmpus, manifestantes picharam uma parada de ônibus com a frase “O Brasil é o país que mais mata LGBTTTs no mundo. Homofobia não é brincadeira”. As paredes do Minhocão ganharam rabiscos com dizeres como “Não à homofobia”. Espalhados em murais, cartazes de eventos da engenharia, como Eletrochurras e Unibeer, também receberam riscos de spray, sob o argumento de que são eventos machistas. O aluno de geografia Hugo Molina, 23 anos, criticou a atitude. “Eles têm todo o direito de se manifestar, mas têm que ser comedidos e não depredar o patrimônio alheio”, afirmou.

Os jovens do protesto se envolveram em uma discussão com alunos de agronomia, após colarem a bandeira do orgulho LGBTTT e vários adesivos na placa do centro acadêmico dos colegas, conhecidos por realizarem trotes humilhantes. “Acho uma falta de respeito fazerem isso. É um protesto ou um confronto?”, questionou o estudante F.S, que pediu para não ser identificado. Ele afirmou que não sofre preconceito na faculdade pela opção sexual.

Cartilha
A manifestação terminou no prédio da reitoria, onde os participantes cobraram uma postura institucional contra o preconceito. A decana de assuntos comunitários, Rachel Nunes, afirmou que a administração da universidade está fazendo sua parte. Na última quarta-feira, Rachel se reuniu com representantes do curso de engenharia civil para discutir o trote homofóbico(1) da semana passada. A decana firmou o compromisso de encaminhar uma cartilha de combate ao trote violento para divulgação em toda a Faculdade de Tecnologia. A ideia é também repassar o material a todos os centros acadêmicos da Universidade de Brasília.

Não foram só os homoafetivos que tiveram espaço na manifestação de ontem. Junto com alguns colegas, o estudante de estatística Pedro de Lima, 23 anos, improvisou um cartaz que dizia: “Orgulho hetero”. A frase foi exibida durante a concentração dos manifestantes no Minhocão Norte. “Faço isso para mostrar que tem pessoas que não são gays”, justificou. Para ele, o protesto foi uma bagunça. “Eles se colocam como se fossem politizados, mas o que querem não é ser tratados de forma igualitária, mas com privilégio”, afirmou. A posição de Pedro foi questionada por alunos homoafetivos.

Enquanto participava do protesto, uma estudante, que preferiu não se identificar, recebeu ameaças por telefone de um homem, cujo número era confidencial. Ele dizia saber que a jovem era lésbica e saber onde ela mora. Além de xingá-la, a pessoa afirmou que a estudante “morreria de tanto apanhar”. A ocorrência ainda não foi registrada em delegacias. Para Luiz Eduardo Sarmento, a ligação demonstra a violência com que os homossexuais são tratados na universidade e servirá para fortalecer a luta contra a homofobia.

1 – Excessos
No último dia 20, o trote dos calouros do curso de engenharia civil abusou de palavras de ordem ofensivas contra os colegas de arquitetura, sob a regência dos veteranos. O caso ocorreu na semana em que a UnB promoveu uma série de atos contra a homofobia e no dia seguinte à marcha nacional que defendeu a aprovação do Projeto de Lei nº 122, em tramitação na Câmara Federal, que prevê a criminalização da homofobia. A diretora de esporte, arte e cultura do DAC, Lucila Souto, garantiu uma posição mais ativa da universidade com relação às denúncias apresentadas à instituição

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Published in: on 13/06/2010 at 20:58  Comments (1)  
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Secuestran y torturan a joven lesbiana en Paraguay

Publicado en 2 de mayo de 2010 en la portada EnSentidoContrario

La Coordinadora de Derechos Humanos de Paraguay (Codehupy) y el grupo por los derechos de las lesbianas Aireana, han denunciado de forma pública la persecución de la que fue víctima N. B. M. R. Según la denuncia, la joven del departamento de San Pedro y sobrina del comisario retirado Vidal Machado, fue brutalmente torturada por sus propios familiares, tras comunicarles a estos que era lesbiana y mudarse a la vivienda de su pareja sentimenta.

Tras mudarse, fue sacada a golpes por algunos familiares y personas allegadas y arrastrada hasta un vehículo, donde le taparon la boca, le apretaron el cuello y la golpearon, para luego trasladarla hasta la casa de sus padres en Villa del Rosario, departamento de San Pedro, de donde huyó con ayuda de un tío.

Según relatos de la propia víctima, la llevaron detenida contra su voluntad a la empresa Tapiti SA (propiedad de Vidal Machado), donde la torturaron psicológicamente y la despojaron de su celular, para luego mantenerla encerrada e incomunicada por nueve días en su casa paterna en San Pedro.

La joven a su llegada nuevamente a la capital del país, recurrió a Aireana en busca de ayuda. “Conversamos con la Secretaría de la Mujer y otras instancias, pero como se trata de una familia con influencias, ningún abogado quiso hacerse cargo del caso”, aseguró Judith Grenno, de la Fundación Aireana . Apuntó que tras varios procedimientos, lograron finalmente que la Coordinadora de Derechos Humanos tome el caso. El abogado Juan Martens representará a la víctima.

El ministerio de Interior paraguayo y la organización LGTB paraguaya Somosgay firmaron el pasado mes de marzo un convenio para la erradicación de la discriminación en las intituciones, a pesar de esto, este caso no entraría dentro de este convenio ya que el comisario Vidal Machado esta jubilado y no ostenta ya ningún cargo público.