FAZENDO GÊNERO: Diásporas, diversidade, deslocamento

Fazendo Gênero 2009

Período de inscrições

Lembramos que o prazo final para submissão de trabalho é 28 de fevereiro: http://www.fazendogenero9.ufsc.br/inscricoes para o 9º Seminário Internacional Fazendo Gênero 9, que acontecerá na Universidade Federal de Santa Catarina entre os dias 23 e 26 de agosto de 2010. Veja as orientações abaixo, caso ainda não tenha realizado sua inscrição:

O Fazendo Gênero 9, em 2010, terá seu foco central em temas que sugerem movimento tanto pela dispersão dos povos e culturas através de espaços geográficos quanto pelo desejo de realocações em espaços imaginados e pelo encontro com identidades plurais. Um evento que sugere assim três dimensões para se discutir algumas das mais significativas experiências dos sujeitos contemporâneos, em sua permanente demanda de cruzamento de fronteiras: Diásporas, Diversidades, Deslocamentos.

Cronograma

* 28 de fevereiro de 2010 – Encerramento do período de inscrições para Comunicação Oral e Pôster

* 15 de março de 2010 – Início das inscrições para a modalidade Ouvintes

* 31 de março – Encerramento das inscrições para a Mostra Audiovisual e para a Mostra de Fotografias

* Março de 2010 – Resultado dos trabalhos aprovados pel@s coordenador@s de ST; resultado do Pôsteres aprovados

* 30 de junho – entrega do texto completo da Comunicação Oral

Instruções Comunicação Oral

* Poderão apresentar trabalhos nos Simpósios Temáticos, sob a forma de Comunicação Oral, doutor@s, mestres, estudantes de pós-graduação e graduad@s;

* Cada inscrito poderá apresentar apenas 1 (um) trabalho em apenas 1 (um) Simpósio Temático. O inscrito deverá escolher 3 (três) Simpósios Temáticos na ordem de sua preferência. Caso não seja aceito no primeiro, seu trabalho será avaliado pel@s coordenador@s da segunda e posteriormente, caso necessário, de sua terceira opção;

* Confira a relação dos Simpósios Temáticos aprovados: http://www.fazendogenero9.ufsc.br/simposio/public

* Cada autor@ poderá inscrever apenas um trabalho, em uma das modalidades de apresentação (Comunicação Oral ou Pôster);

* A avaliação e aceite dos trabalhos de Comunicação Oral são da responsabilidade d@s coordenador@s de cada Simpósio Temático;

* São oferecidas 24 vagas por Simpósio Temático. Caso o Simpósio Temático não atinja o número mínimo participantes, poderá ser completado, pela comissão científica, com trabalhos excedentes em outros Simpósios Temáticos, que tiverem escolhido como segunda ou terceira opção estes Simpósios Temáticos. Se mesmo assim não atingir o mínimo de 20 participantes, o Simposio Temático será cancelado e os trabalhos inscritos serão enviados para as opções seguintes na ordem de escolha d@ autor@. Ficará a critério da Comissão Científica a eventual alocação de um trabalho que não tenha obtido prioridade em nenhum dos 3 STs sugeridos em outro Simpósio;

* É de responsabilidade d@s autor@s a apresentação da Comunicação Oral e o aviso aos coordenadores de ST de sua indisponibilidade de estar presente no evento, para permitir eventuais re-organizações dos simpósios temáticos Só serão incluídos na programação trabalhos cujos autor@s tiverem pago o valor de inscrição no prazo previsto. O certificado de apresentação será fornecido somente se o trabalho for apresentado pel@/s autor@/s, não sendo aceitas apresentações feitas por terceiros;

* Serão publicados posteriormente apenas os textos completos apresentados durante os Simpósios Temáticos;

* Não haverá devolução do valor de inscrição. Caso o trabalho não seja aceito, @ proponente estará automaticamente inscrit@ no evento na categoria ouvinte.

Trabalhos em co-autoria

* Os trabalhos em co-autoria devem observar as seguintes normas:

* Cada trabalho poderá ter até no máximo 2 (dois) co-autores, além do autor;

* @ autor@ identificará @/s co-autor@/s em seu formulário de inscrição, informando CPF e nome completo (para co-autor@/s estranngeir@/s, informar apenas o nome completo);

* O pagamento de cada inscrição deve ser feito individualmente;

* Caso @/s co-autor@/s submeta/m trabalho APENAS como co/autor@/s deverá/ão proceder com sua inscrição na modalidade OUVINTE, a partir do dia 15/03/2010;

* Não há possibilidade de apresentar o mesmo trabalho em mais de um ST;

* Apenas co-autor@s orientador@s poderão se inscrever em mais de um ST, desde que devidamente esclarecida a autoria principal do orientand@ e sua qualidade de orientador@.

Instruções Apresentação de Pôster

* Poderão se inscrever como expositores de pôster alun@s regularmente matriculad@s na graduação ou recém-graduad@s (de 2008 a 2010);

* Cada trabalho poderá ter até 2 (dois) co-autores, além do autor, sendo recomendad@ a co-autoria d@ orientador@. Além disso, no momento da submissão do resumo, deve constar o nome d@ professor@ orientador@ ou responsável (não é obrigatória a inscrição no evento d@ orientador@/professor@ responsável);

* Cada autor@ poderá inscrever apenas um trabalho, em uma das modalidades de apresentação (Comunicação Oral ou Pôster);

* Caso o trabalho seja aceito, o Pôster deverá, obrigatoriamente, ser fixado e retirado pel@ participante no dia e local definidos, sendo de responsabilidade d@ expositor@ verificar estas informações na página do evento;

* Os pôsteres não devem ser enviados e afixados por terceir@s. É fundamental a presença d@ autor@/expositor@ na apresentação de seu pôster e no evento como um todo e apenas trabalhos com prensença d@ autor@ serão aceitos para exposição no momento do evento. O Certificado de Apresentação de Pôster será entregue somente mediante a presença d@ autor@;

* Os resumos dos Pôsteres serão avaliados por uma Comissão Científica para fins de exposição no evento, sendo que deverão ter ligação com a temática do Seminário. Não haverá devolução do valor de inscrição. Caso o trabalho não seja recomendado, @ proponente terá sua inscrição automaticamente convertida para a categoria de ouvinte;

* As orientações sobre o formato do Pôster serão disponibilizadas posteriormente;

* A publicação dos resumos será posterior ao evento e serão publicados apenas os trabalhos que efetivamente tiverem sido expostos e apresentados.

O formulário de inscrição está disponível em: http://www.fazendogenero9.ufsc.br/pessoaevento/novo

Fazendo Gênero 9 – Diásporas, diversidades, deslocamentos

http://www.fazendogenero9.ufsc.br/

Copyright 2009 – Todos os direitos reservados

Reinterpretando o Alcorão com visão de gênero

Por Suad Hamada, da IPS

Manama, 28/08/2009 – Mulheres de Bahrein promovem a reinterpretação das leis islâmicas com perspectiva de gênero mediante uma série de painéis, este ano e no próximo, uma iniciativa nova para este país do Golfo Pérsico ou Arábico. A Associação de Mulheres para o Desenvolvimento de Bahrein começou em maio a realizar painéis com o objetivo de propiciar um debate sério sobre o “verdadeiro significado” dos versos do Alcorão, livro sagrado do Islã, nos quais se fundamenta a supremacia masculina.

“Não estamos contra o Islã e não queremos promover nossa perspectiva’’, explicou Asma Rajab, ativista e integrante da direção da associação. “Queremos que nossa sociedade considere as mulheres com seres humanos completos”, acrescentou. O avanço da condição feminina registrado em vários países, incluído Bahrein, indica que é o momento de reinterpretar os versos do Alcorão, afirmou. O Islã é uma religião capaz de adaptar-se a todas as situações e períodos. Suas normas devem ser reinterpretadas para se ajustarem à situação atual das muçulmanas”, disse Rajab.

Entre as normas que violam os direitos femininos estão a tutela masculina, desigualdade hereditária, violência doméstica e o menor valor do testemunho das mulheres nos tribunais regidos pela shariá (lei islâmica), bem como a crença difundida de que não podem ser presidentes, juizas e nem legisladoras. Essas práticas são incompatíveis com os princípios islâmicos, assegura a Associação, que questiona as autoridades religiosas e outras pessoas para as quais as mulheres são inferiores aos homens.

Os painéis sobre “Mulheres, uma perspectiva renovável” pretendem corrigir séculos e séculos de malentendidos que sustentam que a discriminação de gênero tem o aval religioso. O segundo encontro aconteceu no último dia 15 e o terceiro está previsto para dezembro. “Para mudar as sociedades organizadas sobre a primazia masculina o mundo muçulmano deve aceitar a flexibilidade do pensamento islâmico e do Corão”, insistiu Rajab. As mulheres são discriminadas de muitas formas.

Os tribunais da shariá, para os quais o testemunho de duas mulheres equivale ao testemunho de um homem, “não são realistas e são degradantes para a mulher e suas conquistas”, disse à IPS o advogado Hassan Ismail, que também questionou a desigualdade dos direitos hereditários, tema que será objeto do último painel que acontecerá no próximo ano. “Antes as mulheres eram donas de casa e dependiam economicamente dos homens. Mas as coisas mudaram e agora compartilham essa responsabilidade. Então, por que eles podem receber o dobro de uma herança”, perguntou Ismail.

O religioso e xeque Ibrahim al Jufairi, que concorda com Ismail, disse que o Alcorão foi mal citado no tocante à questão do testemunho feminino nos tribunais da shariá. “Os versos que dizem que o testemunho de duas mulheres conta como um não é para todos os casos, mas apenas para quando um homem pede dinheiro a outro”, explico. “Uma delas é testemunha e a outra a ajuda lembrar algo que tenha esquecido”. Não passa disso. Al Jufairi integra há quase 10 anos a Sociedade Cultural Al Tajdid, cujos membros, pessoas com estudos e altos cargos públicos e privados, acreditam que o pensamento islâmico deve ser atualizado. “Infelizmente, a maioria dos eruditos não aceitam o testemunho das mulheres entre o aparecimento da lua no começo do mês sagrado do Ramada até seu termino, com a festividade de Eid”, afirmou. “É inaceitável. As mulheres são seres humanos com olhos e podem ver a lua como os homens”, acrescentou.

Quanto à  tutela masculina, a professora da Universidade do Cairo Hiba Eizat assegurou que enquanto crente não pode aceitar que o Islã degrade as mulheres e as trate como objeto propriedade dos homens. “Muitos versos do Alcorão sofreram distorções e isso fica evidente quando os extremistas usam o livro sagrado para justificar seus atos desumanos”, disse Eizat. “Por que temos de deixar que os homens nos controlem. Só porque alguns negam às mulheres gozar de seus direitos, serem independentes e controlarem suas vidas”, ressaltou.

“O Islã promove seu desenvolvimento e por isso permite novas fatwas (decreto), mas, lamentavelmente, os que ditam essas ordens religiosas se opõem à evolução e às mudanças positivas”, disse Eizat. Se as mulheres não podem ocupar cargos de decisão, como presidente e juíza, “como é possível que nos primeiros tempos do Islã, antes da morte do profeta Maomé, foram aceitas suas fatwas e seus ensinamentos religiosos”, perguntou Eizat.

Os hádices (relatos atribuídos a Maomé) foram distorcidos propositalmente para controlar as mulheres, e muitos estudiosos muçulmanos são conscientes disso, afirmou o pesquisador de Barhein Jalal Al Ghasab. Em lugar de controlar as mulheres “para proteger a reputação do Islã, os muçulmanos devem questionar as velas fatwas e voltar a revisar as normas islâmicas e garantir o total poder feminino”, ressaltou. Mas, nem todos pensam igual. A conferencista Fatima Bosandal disse à IPS que o Alcorão e os hádices não podem ser separados.

“O Islã é claro a respeito da herança, da tutela e do peso do testemunho das mulheres nos tribunais, que se justifica pela frágil natureza feminina. Os homens são responsáveis por sustentá-las econômica e emocionalmente”, afirmou a conferencista. As tentativas de interpretações modernas do Alcorão obedecem a pressões do Ocidente sobre o mundo muçulmano com a intenção de frear a observância dos princípios islâmicos, ressaltou Bosandal. IPS/ Envolverde

(Envolverde/IPS)

Published in: on 04/09/2009 at 10:33  Deixe um comentário  
Tags: , , ,

INBRAPI/NUMIN e o Desenvolvimento Indígena sob perspectiva de gênero

numinPor Eliane Potiguara em Dom, 29 de Março de 200

Desenvolvi­mento é o que todos e todas queremos. No entanto o modelo de desenvolvimento social contempla muito mais aos homens do que às mulheres na sociedade. Trabalhar com estratégias para formação de gênero é  desafiar as relações desiguais entre homens e mulheres. Na questão indígena não é diferente, tanto no  campo de ação, na família ou não, como também no campo organizacional e institucional. A formação de gênero é uma das estratégias usadas para promover a justiça de gênero  dentro das organizações de desenvolvimento. Tal formação baseia-se na convicção de que intervenções em forma de projetos ou programas de desenvolvimento podem resultar em transformações sociais para povos indígenas. Formação de gênero neste caso pretende atingir justiça de gênero incorporando uma perspectiva de gênero a todos os níveis de análise e planejamento do projeto ou programa de uma organização indígena, por exemplo.
A formação de gênero pode também ser considerada num contexto mais amplo. Nesta perspectiva, a formação de gênero segue uma abordagem holística ou cosmovisionária e está baseada na experiência de mulheres e homens e tem explicitamente como objetivo o fortalecimento do poder das mulheres num sentido mais amplo do que projetos e programas de desenvolvimento atuais. Por essa razão o INBRAPI (Instituto Indígena Brasileiro para a Propriedade Intelectual) ao longo de nossos quase seis anos de existência, preocupou-se em oferecer essa forma de discussão e organização dentro de nossos programas e objetivos institucionais. E resultou na formação de um núcleo que atenda especificamente às inquietações das mulheres indígenas. Por essa razão no ano de 2008, nasceu o Numin ( Núcleo de Mulheres Indígenas do Inbrapi) e após reuniões e decisões, a cadeira coordenadora ficou sob a minha gestão, devido a um trabalho anterior de quase 30 anos dentro do GRUMIN e que continua até hoje.
À mulher, cabe o papel de transmitir a cultura do dia-a – dia e mais. transmitir o aspecto da ancestralidade que é o diferencial mais importante para uma cultura. E a mulher por ser mais visionária que os homens e ter negado alguns vícios do colonizador e neo-colonizador, guarda a sete chaves, muitos aspectos culturais e cósmicos de seus avós, bisavós e tataravôs. No passado, a mulher possuía ainda o poder da determinação política, a palavra final nas Assembléias. Com a presença dos estrangeiros os homens colocaram suas mulheres na retaguarda ético-cultural, para defendê-las. Há casos, no século XVI, onde homens levavam toda a sua família ao suicídio coletivo, onde todos pulavam do alto de rochas, para não serem submetidos à escravidão. Dessa retaguarda muita mulheres indígenas não saíram.
A Educação formal indígena cumpre o papel da transmissão da cultura, por isso se lutou muito para o estabelecimento de uma educação verdadeiramente indígena e voltada para a realidade, uma educação diferenciada. Antes a educação formal passava pelos moldes da sociedade não indígena. Hoje existe um avanço e políticas públicas para isso. A maioria dos professores é indígena e sensibilizada dentro de sua cultura. Esse aspecto está mais avançado do que uma política pública para saúde e direitos reprodutivos. Urge que os congressos, conferências, seminários indígenas introduzam esse tema efetivamente nas pautas de discussão, mas não vemos isso, parece que não é relevante. Venho observando várias pautas e o tema mais geral é sobre direito à terra, desenvolvimento, propriedade intelectual, o que é corretíssimo, mas especificamente, não vejo essa discussão tão fortalecida e o INBRAPI  a partir de agora aceita esse desafio. O desafio é discutir milhares de temas, mas incluindo a transversalidade de gênero.

O I Censo Escolar Indígena de 2001 mostrou que há mais professores do que professoras, eles representam 65% do total. O que isso indica? Indica que a participação das mulheres indígenas ainda está aquém. Percebi isso há 20 anos, quando conversava com líderes indígenas e professores. É preciso resgatar a originalidade inicial da mulher indígena antes do processo colonial. Ela tinha a decisão sobre problemas políticos, tinha a última palavra. Sabemos que a solidão das mulheres indígenas começou com a migração por ação violenta aos seus povos. O número de meninos nas escolas também é maior. Existe resistência à educação formal das meninas? Sim, as mulheres foram alvo de perseguição masculina desde o processo de colonização. Eram arrancadas do seu povo para servirem de concubinas e escravas aos estrangeiros. Essa responsabilidade é da política integracionista que paternaliza os povos indígenas até hoje. Mas quando nosso movimento pela conscientização da mulher indígena começou a causar polêmicas, a partir de 1979, o processo foi questionado. As meninas indígenas entram para a escola mais tarde do que os meninos. Precisamos mudar isso.
Só com capacitação, seminários, grupos de estudos, organização de oficinas teóricas e práticas entre jovens  e líderes masculinos e femininos poderemos implementar uma ação coletiva que caminhe para a igualdade de gênero entre povos indígenas. O NUMIN inicia esse processo, já junto à Comissão Executiva formada em  5 de agosto de 2008 rumo ao Fórum Nacional da Mulher Indígena 2010.
*Eliane Potiguara é professora, escritora, articuladora indígena, 58 anos, autora do livro “METADE CARA, METADE MÁSCARA”, editado por Daniel Munduruku (www.elianepotiguara.org.br)
Veja também www.grumin.org.br ( site institucional )
veja também o blog do FÓRUM NACIONAL DA MULHER INDÍGENA: http://mulheresforteseunidas.blogspot.com/    (mulheres fortes e unidas!)

Published in: on 13/07/2009 at 22:41  Deixe um comentário  
Tags: ,

DIÁLOGO ENTRE FEMINISTAS TRANS Y NO TRANS EN EL XI EFLAC

DIÁLOGO ENTRE FEMINISTAS TRANS Y NO TRANS EN EL MARCO DEL 11 ENCUENTRO FEMINISTA LATINOAMERICANO Y DEL CARIBE TARDE DEL 18 DE MARZO DE 2009
CIUDAD DE MÉXICO

“Todas somos parte del movimiento. Yo, te reconozco mi compañera”

MARINA BERNAL
MULABI, ESPACIO LATINOAMERICANO DE SEXUALIDADES Y DERECHOS

En el exconvento de Regina, en medio de un mar de más de 1500 feministas provenientes de toda la región, este diálogo convocado por Mulabi, inició evocando otras experiencias de diálogos. Encuentros entre generaciones, entre mujeres feministas y mujeres indígenas, sucedidos en México años atrás, diálogos que invitan a emular una disposición a conocer y reconocer en “las otras”, una posibilidad de hacernos preguntas sobre “nos-otras” mismas. Alrededor de 100 mujeres feministas trans y no trans de diferentes países de América latina nos congregamos en este espacio de diálogo enmarcado por un acuerdo de respeto y escucha. Pensado como un espacio para preguntar, dudar, aprender, escuchar, cuestionarse y transformar-se. Un espacio para explorar en que podemos beneficiarnos al trabajar juntas y cuáles, si existen, son las distancias que preferiríamos o necesitaríamos mantener.

Se abre la sesión con una presentación colectiva, caminando, circulando unas entre otras, saludándose, mirándose, reconociéndose, nombrándose (¿cómo te llamas? y ¿cómo te identificas?), mezclándose. Y este grupo, que al inicio parecía separado en dos, ahora conforma un círculo grueso que se amplía conforme más feministas se suman. Para algunas, es la primera vez que participan de un Encuentro Feminista, para otras se trata de la primera vez que tienen la oportunidad de hablar, escuchar y estrechar la mano de una mujer trans feminista.

Cuántas preguntas, cuántas dudas, cuántas curiosidades circulan entre unas y otras.

Después se abre una pregunta: ¿Porqué se consideran feministas? ¿De que manera el feminismo nos ha construido como mujeres y como feministas tanto a las feministas trans como a las no trans?

Surge enseguida otra pregunta: ¿Qué nos cruza y que afinidades tenemos?

Una feminista no trans responde a esto, que no ve las afinidades y que, más aún, ve muchas diferencias en muchos casos insalvables. Una feminista trans responde a esto que las mujeres trans han sido consideradas siempre un objeto sexual: “No somos consideradas seres humanos, ni ciudadanas, somos otra cosa…”

Surge otro comentario, planteando que resulta difícil comprender desde afuera ¿Por qué las mujeres trans quieren ser trans en un contexto tan negativo?. Ciertamente, continúa esta feminista no trans, “es difícil entender porque en un país (como México) donde las tratan mal, donde las consideran o prostitutas o peluqueras, teniendo todos los derechos humanos negados, incluido el derecho a la salud… ¿porqué esa necedad?

¿Pero que necesidad?”

Una feminista no trans, responde: Porque es una elección. Las mujeres trans, afirma, son mujeres, porque el cuerpo no es un destino, “porque podemos pensar otros cuerpos, otros géneros, porque ser mujer no es tener una vagina. Porque pararse frente a la ciencia médica y retarla, no es fácil…” Desde ahí convoca a celebrar las nuevas subjetividades.

Una compañera trans apunta al respecto aclarando que en Brasil ellas no se identifican como trans, sino como mujeres, aún cuando en algunos casos tengan un falo, y es desde esa identidad e identificándose de esa manera como se sienten confortables.

También eligen sus espacios de lucha, han decidido que no quieren luchar al lado de los hombres porque entre ellos se han sentido muy agredidas y estigmatizadas. Han elegido sus alianzas y ahora son reconocidas en la política de salud como mujeres. En el caso de ellas por ejemplo el tema de las cirugías, es tan solo un tema más a desestigmatizar en cuanto a toda la serie de valores estereotipados asociados a las mujeres. Ellas tienen que hacer un trabajo al interior de la comunidad de mujeres trans para trabajar entre algunas de la compañeras los valores de mujeres tradicionales que a veces se enarbolan.

Una compañera no trans manifiesta que está descubriendo el sentido revolucionario que significa ser trans pues resulta absurda esta necesidad de etiquetar a las personas a partir de sus cuerpos.

Otra más, manifiesta que ella define su identidad como autónoma revolucionaria y que se reconoce como mujer. Pregunta: ¿Por qué tengo que adoptar una terminología “cientista”? Una mujer trans responde “Yo no estoy acá para reivindicar demandas personales sino como parte de una comunidad internacional de mujeres. Ser mujer y ser feminista, es un estado de conciencia revolucionaria”.

Otra más habla desde su identidad de mujer trans. Dice que las mujeres trans son mujeres que han hecho, no un cambio de género sino un cambio de cuerpo.

Una lesbiana feminista no trans responde “las lesbianas, según Wittig, no somos mujeres y yo cada vez más estoy más de acuerdo con esto. Deconstruimos a partir de lo que somos. La experiencia de travestirme y la forma de relacionarme, de mirar mi propio cuerpo me ha cuestionado respecto a que signfica ser mujer, y ahora creo que no quiero serlo más”.

Los puntos de encuentro entre la transexualidad y el feminismo

Una feminista no trans considera que el feminismo nos ha permitido encontrar respuesta a esta pregunta porque lo que hemos hecho desde el feminismo es deconstruir la categoría de mujer. Para una feminista no trans de Nicaragua la lucha de las compañeras feministas trans al interior del feminismo, se asemeja a la lucha que dieron también las lesbianas, las negras y las indígenas: todos los días resistiendo y ampliando lo que se considera ser mujer y a la vez ampliando los márgenes del feminismo. Resalta que “estamos en el 11avo. Encuentro Feminista todas juntas con el objetivo común de transformar el mundo patriarcal que nos oprime a todas”.

Una feminista no trans, que no está de acuerdo con la participación de las compañeras trans en el encuentro, coloca sobre la mesa su dificultad para entender algunas cosas que considera impedimentos para poder ser “mas eficaz” como feminista. El cuerpo – dice ella- hace diferencias- y la construcción sexual nos distingue, por ello afirma, es central mirar el cuerpo y el papel que este juega en la definición y división que el patriarcado hace y que hace, reitera, a partir del cuerpo, querámoslo o no. Por ello, ella defiende la importancia de reconocer esas diferencias, pero, como feminista que reivindica el derecho de toda persona a vivir la opción sexual y corporal que cada cual quiera tener, prefiere clarificar que lo que les vincula a las feministas y las trans es la solidaridad con las causas, pero existen problemas específicos de cada cual a partir de la definición que el patriarcado ha hecho de su identidad. Así, afirma, “me solidarizo con las trans, pero no soy trans, ni comparto sus problemas”.

Revisando los esencialismos en el feminismo

Este comentario lleva el diálogo a revisar lo que las participantes llamaron “las posturas esencialistas en el feminismo”. Una feminista no trans afirma que la violencia de género nos atraviesa a todas y que la sexualidad y los genes, también son construcciones sociales.

Una feminista lesbiana no trans de Guatemala, manifiesta la importancia que este espacio de diálogo tiene para ella, es una oportunidad de poder escuchar a las otras pero además le ha permitido conocer mujeres trans feministas. Dice: “Vengo a mi primer encuentro feminista, y he podido escuchar los fundamentos del feminismo pero también expresiones de los feminismos fundamentalistas” ella quiere extender a las compañeras feministas trans el lema de su organización: “Todas somos parte del movimiento, yo, te reconozco como mi compañera”.
Sobre el mismo tema, una feminista trans manifiesta que las feministas trans, no esperan solidaridad, lo que les interesa es aportar al feminismo y poder ejercer sus derechos como mujeres y como feministas.
Una mujer joven feminista no trans manifiesta su afinidad a esta idea, y expresa cómo se construyó como feminista, cómo el feminismo le permitió mirarse a si misma como mujer y acorde con ello, considera que las mujeres trans feministas deben estar presentes en el encuentro por identificarse como feministas, y no deberían se cuestionadas acerca de su biología.

Frente a estas manifestaciones de apoyo, una feminista no trans expresa sus temores: ” Creo que las mujeres estamos cediendo los espacios que nos habíamos ganado. Yo no estoy de acuerdo que por ejemplo, hombres feministas participen de nuestros espacios, del mismo modo me parece que las trans deben hacer su propia lucha.” Su lucha, reitera, “nos convoca pero desde otro espacio, no desde los nuestros”.

Una compañera trans de Brasil destaca frente a esta postura que el sistema patriarcal Brasileño conmina a las personas a posicionarse como hombres o como mujeres. Entonces cuando ellas dicen que son mujeres, las cuestionan sobre si ¿es posible hablar de mujeres que tiene falo? Y no solo a nivel simbólico. Ellas a su vez cuestionan si el tener un falo hace automáticamente a una mujer ser machista. Invitan a reflexionar y distinguir, que las mujeres trans no son gays y tampoco son hombres. Y que ellas, son mujeres que viven como feministas y que además vivencian lo femenino.

Una compañera feminista no trans invita a la reflexión sobre el tema de las identidades: “Quién puede ser considerada mujer y quien feminista? ¿cómo somos las mujeres? ¿Qué significa la diferencia sexual y corporal? ¿Cómo nos construimos mujeres cuando nuestro cuerpo sexuado ha sido tan distinto en nuestras historias? ¿Qué nos significa las presencia corporal de otras mujeres con otras huellas corporales?

Ella plantea que la diversidad es enriquecedora pero difícil de gestionar. La construcción genérica y política es distinta. El feminismo se ha construido a partir de la identidad de mujer como núcleo duro y esto, que se está rompiendo ahora, genera mucho miedo.

Resoluciones

El diálogo se acerca a su fin y las presentes manifiestan que son necesarias la transgresión y la rebeldía dentro del movimiento: pero para abrirnos a lo diferente, a lo que nos cuestiona y nos conmueve. Preguntarnos desde el feminismo si es requisito indispensable, tener una vagina, para ser mujer.

Una feminista no trans del Salvador coloca algunos puntos para continuar avanzando en esta reflexión que éste diálogo permitió: “Es necesario -sentencia-, afirmar el respeto al cambio en el interior de nuestro movimiento, poder abrirnos a lo nuevo, conocer a estas compañeras nuevas y permitirnos romper el hielo, vernos como humanas, con necesidades y problemáticas afines y otras específicas”.

Una joven feminista no trans, de Uruguay deplora los comentarios negativos y descalificadores que ha escuchado que se han hecho en voz baja mientras el diálogo se desarrollaba. Este tipo de actitudes y comentarios, afirma, no hacen bien al movimiento. Se pregunta un poco triste e indignada: “¿Quién puede decir quienes son las verdaderas feministas? Ese tema del tren que nosotras empezamos y al que se quieren “montar” las trans,” -dice ella-, me parece una expresión profundamente egoísta. ¿Quiénes somos nosotras para otorgar un derecho de entrada y salida de este tren, de limitar que otras mujeres gocen de los logros que hemos construido entre todas? ¿quién, sentencia, puede definir quien puede entrar o no al movimiento?

El diálogo termina. Hay sonrisas, agradecimientos, caras que reflejan interrogaciones, asombro, en algunos casos molestia, muchas se van pensativas. El diálogo dicen, apenas empieza.

Até quando?… É hora de darmos o nome certo: é FEMICÍDIO

Do Correio Braziliense, 11 de novembro de 2008

Lúcio Costi, Especial para o Correio
Érica Montenegro, a equipe do Correio

Rotina de agressões

As emergências das unidades de saúde do DF receberam 371 mulheres vítimas de violência este ano. No domingo, Claudilene Costa nem pôde buscar ajuda. Morreu esfaqueada. Segundo a polícia, pelo parceiro

O cotidiano de brigas do lavador de carros Valmir Vanieli Silva de Souza, 26 anos, e da empregada doméstica Claudilene Costa Campos, 31, foi encerrado de maneira trágica no último domingo. Esfaqueada, Claudilene – ou Milene, como era chamada carinhosamente pelas irmãs, morreu na casa que os dois dividiam havia cinco meses. Valmir negou o crime, mas foi preso em flagrante por conta das circunstâncias em que a morte ocorreu.

A violência de gênero que pode ter provocado a morte de Claudilene leva mais de uma moradora do DF por dias às unidades de saúde da cidade. Só este ano, 371 mulheres espancadas, esfaqueadas ou violentadas foram atendidas nas emergências dos postos de saúde e hospitais brasilienes. No caso de violência física, elas repetem o perfil da doméstica: todas tinham relacionamento com o agressor. “Quem bate é o namorado, o marido, o companheiro. Eles se sentem donos delas”, afirma Laurez Vilela, chefe do Núcleo de Estudos e Programas para os Acidentes e Violências da Secretaria de Saúde.

Segundo relato de familiares de Claudilene, as brigas entre o casal eram comuns. O próprio Valmir teria dito várias vezes aos vizinhos: “Nos amamos muito, mas quando a gente bebe acaba brigando”. A irmã da vítima, Francisca Conceição Santos, contou que várias discussões dos dois evoluíram para agressões físicas. Num desses episódios, Francisca precisou levar a irmã ao hospital. “Ele deu um soco nela e o nariz sangrou”, relatou. Em outra ocasião, foi Claudilene quem atacou Valmir. “A faca pegou de raspão.”

Clique na imagem para ampliar

Clique na imagem para ampliar

As vítimas só costumam procurar as unidades de saúde quando a violência já atingiu um nível crítico. Buscam auxílio quando a situação muda de patamar. “Elas chegam bastante machucadas, com um braço quebrado, um trauma na cabeça ou até mesmo depois de ter levado um tiro ou uma facada. Sabemos que a violência acontece em um crescendo. Por isso acreditamos que não é a primeira ofensa que leva a vítima ao hospital”, comenta Laurez Vilela. Para ela, a demora em procurar ajuda faz com que o agressor aumente a força e a constância das surras.

Nos hospitais e postos de saúde, as vítimas não costumam se referir às agressões como violência. Preferem dizer que os machucados foram resultado de um desentendimento com o companheiro. “Muitas vêm de um histórico de violência familiar e até acham a agressão natural”, acrescenta Vilela.

De acordo com as informações da Secretaria de Saúde, a faixa etária mais propensa à violência é a de mulheres entre 24 e 29 anos. “São as que têm relacionamento estável. Quanto mais formalizada a relação, mais eles se sentem donos”, completa Laurez Vilela.

A delegada titular da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam), Sandra Gomes Melo, reforça a importância de as vítimas procurarem auxílio assim que o companheiro começa a apresentar os primeiros sinais de comportamento violento. “As denúncias de agressões e ameaças podem inibir os crimes passionais contra a mulher. Servem para pedirmos medidas de proteção para elas”, afirma Sandra. A delegada-chefe da Deam afirma que a investigação é sempre difícil pois envolve segredos familiares. “São crimes que acontecem entre quatro paredes e muitas vezes envolvem psicopatia. Eles só batem em quem sentem que exercem poder, como mulher e filhos.”

16_diasNa percepção da antropóloga Rita Segato, da organização não-governamental Ações em Gênero, Desenvolvimento e Cidania (Agende), a intensidade da violência contra a mulher tem aumentado. “O homem desconta na mulher as violências estruturais que sofre. A crise não é porque elas se libertaram ou liberaram, mas porque eles identificam nelas o único território que ainda possuem” , comenta.

16 DIAS DE ATIVISMO
A organização não-governamental Agende (Ações em Gênero, Desenvolvimento e Cidadania) vai lançar no dia 17, a partir das 10h, no Plenário da Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal, a campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres. O tema deste ano é: “Há momentos em que sua atitude faz a diferença. Lei Maria da Penha. Comprometa-se”.

 ————————-

O número

Não se cale

180

é o número da central telefônica que funciona em todo o país para denunciar violência doméstica!

————————-

 Arma do crime sumiu

Claudilene estava em Brasília havia seis meses e, nos últimos cinco, vivia com Valmir em um quarto e sala de Taguatinga. O casal brigava muito. As discussões aconteciam aos finais de semana, quando ele queria deixá-la em casa para sair com amigos. Claudilene não se importava com as farras dele, apenas queria acompanhá-lo. “Ela queria sair com ele para as festas”, contou a irmã Francisca.

Pelo que conta Francisca, o caso dos dois foi amor à primeira vista. No dia em que chegou à capital, Claudilene foi recepcionada com festa pelos familiares. Foram todos beber para comemorar. “Ela viu o Valmir no bar e pediu que eu fosse falar com ele. ‘Minha irmã quer falar com você’, eu disse a ele, que respondeu: ‘Diga para ela vir até mim'”, contou. Os dois passaram a se encontrar e, um mês depois, estavam morando juntos na QNG 31. Eles se preparavam para deixar Brasília em breve. Se mudariam para Fortaleza, terra natal de Valmir.

No dia do crime, Francisca visitou a irmã pela manhã. Claudilene estava na casa de uma amiga, fazendo uma escova no cabelo, enquanto Valmir preparava o almoço. Francisca conta que a irmã estava feliz e o cunhado, satisfeito. Claudilene morreu por volta das 20h. A suspeita recaiu sobre Valmir porque antes de o Serviço de Atendimento de Urgência (Samu) chegar, ele lavou um tapete e uma bolsa onde foram encontrados vestígios de sangue pelos peritos.

A faca que a feriu também não foi encontrada. Os parentes dela acrescentam que, em vez de chamar o socorro, ele correu para avisá-los. Quando chegaram, ela estava viva, mas inconsciente. Quando a ambulância do Samu apareceu, Valmir fez questão de ir junto, acompanhando Claudilene. E, na hora em que foi informado sobre a morte dela, desabou em prantos. “Acho que ele gostava dela. Dizia para todos mundo que a amava, mas que brigavam muito”, afirma Francisca. O inquérito será concluído pela 17° Delegacia de Polícia. Valmir está desde a manhã de ontem encarcerado no Departamento de Polícia Especializada.

O Brasil ganha um Hino à Negritude

A Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados aprovou a oficialização do Hino à Negritude, que foi apresentado pela primeira vez no Congresso há 42 anos. Antes de ser promulgada, a lei que institui o hino será submetida à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, onde não deverá enfrentar resistência.

Conheça a obra do poeta e professor Eduardo de Oliveira:

Hino à Negritude (Cântico à Africanidade Brasileira)

I
Sob o céu cor de anil das Américas
Hoje se ergue um soberbo perfil
É uma imagem de luz
Que em verdade traduz
A história do negro no Brasil
Este povo em passadas intrépidas
Entre os povos valentes se impôs
Com a fúria dos leões
Rebentando grilhões
Aos tiranos se contrapôs
Ergue a tocha no alto da glória
Quem, herói, nos combates, se fez
Pois que as páginas da História
São galardões aos negros de altivez
(bis)

II
Levantado no topo dos séculos
Mil batalhas viris sustentou
Este povo imortal
Que não encontra rival
Na trilha que o amor lhe destinou
Belo e forte na tez cor de ébano
Só lutando se sente feliz
Brasileiro de escol
Luta de sol a solenidades
Para o bem de nosso país
Ergue a tocha no alto da glória
Quem, herói, nos combates, se fez
Pois que as páginas da História
São galardões aos negros de altivez
(bis)

III
Dos Palmares os feitos históricos
São exemplos da eterna lição
Que no solo Tupi
Nos legara Zumbi
Sonhando com a libertação
Sendo filho também da Mãe-África
Arunda dos deuses da paz
No Brasil, este Axé
Que nos mantém de pé
Vem da força dos Orixás
Ergue a tocha no alto da glória
Quem, herói, nos combates, se fez
Pois que as páginas da História
São galardões aos negros de altivez
(bis)

IV
Que saibamos guardar estes símbolos
De um passado de heróico labor
todos numa só voz
Bradam nossos avós
Viver é lutar com destemor
Para frente marchemos impávidos
Que a vitória nos há de sorrir
Cidadãs, cidadãos
Somos todos irmãos
Conquistando o melhor por vir
Ergue a tocha no alto da glória
Quem, herói, nos combates, se fez
Pois que as páginas da História
São Galardões aos negros de altivez.

R$ 5 milhões para pesquisa em Gênero (CNPq)

CNPq abriu dia 5/9 edital de R$ 5 milhões para pesquisas científicas na área de gênero

Propostas devem ser enviadas até 20 de outubro. Projetos podem enfocar questões do campo e da floresta e temáticas que formatam o II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres

Foi publicado no dia 5 de setembro o edital CNPq de apoio a projetos de pesquisa no campo dos estudos de gênero, mulheres e feminismo. São destinados R$ 5 milhões, que corresponde a crescimento de 416% dos recursos do governo federal destinados a pesquisas científicas na área de gênero, mulheres e feminismo.

As propostas devem ser enviadas até 20 de outubro. Os recursos foram destacados pela SPM, Ministério da Ciência e Tecnologia e Ministério do Desenvolvimento Agrário, este destinou R$ 1 milhão para contemplar exclusivamente projetos focados na temática campo e floresta. Os demais projetos devem focar nas temáticas que formatam o II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres.

Confira Edital: http://www.cnpq.br/editais/ct/2008/docs/057.pdf

Published in: on 11/09/2008 at 13:22  Deixe um comentário  
Tags: , , , , , , ,