Começa VII SENALE em Porto Velho

De hoje (8) a 11 de maio de 2010, cerca de 100 lésbicas e mulhers bissexuais participam do VII SENALE – Seminário Nacional de Lésbicas e Mulheres Bissexuais, na cidade de Porto Velho, Rondônia. Cerca de 60 mulheres já estão reunidas em plenária de abertura, à qual devem juntar-se mais cerca de 40 companheiras, vindas de todas as regiões do país.

O SENALE é o espaço máximo de discussão das pautas das lésbicas e mulheres bissexuais em busca da construção e efetivação de políticas públicas e cidadania plena das lésbicas e mulheres bissexuais.

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Acre ganha Entidade Lésbica – ELA

FUNDADA

ELA – Entidade Lésbica do Acre, Pela Cidadania LGBT.

Aconteceu neste dia 02 de março de 2010, as 14:00 horas, a Assembléia de fundação da ELA – Entidade Lésbica do Acre, Pela Cidadania LGBT, na sede do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – SEBRAE/AC.

A entidade, com sede em Rio Branco, na capital do Estado do Acre, surge para organizar o maior número de pessoas, independente de sexo, orientação sexual, etnia, credo, convicções filosóficas, condição social, idade, profissão, interessadas em defender e promover a liberdade de orientação sexual especificamente de mulheres lésbicas e bissexuais, bem como a cidadania de gays e transgêneros;

Como expressão do movimento social, a ELA se constitui como espaço autônomo e não institucional de articulação política. Criada para atuar na luta por uma sociedade desejada por todas. Uma sociedade livre de discriminações, onde nenhuma forma de amor seja passível de preconceito ou discriminação. No Acre, a ELA lutará para garantir efetividade nas políticas públicas, reconhecendo as especificidades de mulheres lésbicas e bissexuais e sua cidadania plena.

Foram eleitas para a Diretoria da ELA, Tânia Oliveira (lésbica), como presidente, Maria do Socorro Brito, mas conhecida como (Help) (lésbica) Vice-Presidente, Rose Farias (lésbica) Secretária, Sandra Araújo (lésbica) ao cargo de tesoureira.  E no conselho fiscal Maria do Carmo (Duka), Meire Nilce de Castro e Tatiana Renata de Brito.

O evento contou ainda com a presença de Claudia Bártholo, a idealizadora da criação da ELA, desde o ano de 2006, na Capacitação do Observatório do Brasil Homofobia, realizado na região Norte, sediado em Rondônia – Porto Velho. E do presidente do Grupo Diversidade pela Cidadania LGBT do Acre – GDAC, Germano Marino, que presidiu a Assembléia de Fundação da ELA.

375 dias depois: novas mãos, sonhos antigos…

Iéah!!no dia 25 de julho de 2008, a sapataria df lançou este blog. não foi a primeira experiência, mas foi a que deu mais certo. a inauguração desse nosso espaço virtual aconteceu com um texto escrito por Eliane Pereira, Jacira da Silva e Joelma Cezário, sobre a comemoração em luta do dia das Mulheres Afro-Latinoamericanas e Afro-Caribenhas.

desde lá muita coisa aconteceu, e depois da mudança de endereço pra , de entradas e saídas de militantes e muita política micro e macro, temos registrado um número grande de visitas e comentários às várias postagens feitas todos os dias. até hoje tivemos 35.902 visitas aos 458 artigos publicados (contando com este) e 178 comentários aprovados. no primeiro mês tivemos a média de 2 visitas ao blog por dia, e em junho passado tivemos a média de 176 visitas diárias, e são as suas visitas que nos incentivam a fazer esse espaço sempre atento, diverso e democrático.

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surgindo da idéia de construir um espaço virtual para divulgar as atividades do coletivo e também notícias midiáticas, funcionando como um observatório de políticas públicas e ações/intervenções formais ou informais voltadas à lesbiandade e à bissexualidade desde uma perspectiva feminista e anti-racista, o blog da sapataria é mais uma ferramenta pra promover a visibilidade das vidas, mobilizações e sonhos de mulheres lésbicas ou bissexuais, organizadas ou não, em espaços autônomos ou institucionais.sapat7

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essa pequena nota de comemoração é pra não deixar o nosso “aniversário” passar em branco, e pra fazer passar em todas as cores do arco-íris a memória de nosso trajeto. vida longa, de luta sorridente e muitos orgasmos a todas que construímos isso coletivamente, essa história é nossa!”

Espaço para Lésbicas em São Paulo

Centro de Referência da Diversidade de São Paulo inicia grupo de apoio para lésbicas e mulheres bissexuais

lesbicasReuniões começam a partir do próximo sábado, dia 14 de fevereiro, das 15h às 17h.

Acolher as lésbicas e mulheres bissexuais, trocar experiências, discutir seus problemas específicos. Com esse enfoque, o Centro de Referência da Diversidade da Prefeitura de São Paulo inicia no próximo sábado, dia 14 de fevereiro, uma série de encontros em sua sede, na Rua Major Sertório, 292.

As reuniões ocorrerão sempre no segundo sábado de cada mês, das 15h às 17h. Segundo Irina Bacci, coordenadora do CRD, serão as próprias freqüentadoras que decidirão a dinâmica de cada encontro, que poderá ter exibição de filmes, oficinas ou rodas de conversa. Também será o grupo que decidirá os temas a serem debatidos. O grupo é exclusivo para participação das lésbicas e mulheres bissexuais.

“Propiciar um espaço como esse para as lésbicas e mulheres bissexuais é extremamente importante”, diz Irina. “Á medida que nos percebemos lésbicas ou bissexuais, muitas coisas despertam dentro de nós e poder trocar experiências com outras mulheres que passam ou passaram pelas mesmas situações ajuda muito a encontrar caminhos, soluções para situações que podem, momentaneamente, parecer desesperadora, como: contar aos pais, a família ou aos filhos, sair ou não do armário, contar para amigos ou colegas de trabalho, vivenciar a lesbianidade sem culpa ou grilos, enfim tantas situações que passamos”.

Esta é a primeira vez que o CRD se aproxima da população de lésbicas e mulheres bissexuais. “A partir desta ação, planejaremos quais outras serão importantes para elas”, afirma Irina..

SOBRE O CRD

Inaugurado em março de 2008, o Centro de Referência da Diversidade é administrado pelo Grupo Pela Vidda/SP, em parceria com a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social da Prefeitura de São Paulo, e é mantido com recursos da União Européia. O objetivo do CRD é desenvolver ações que possibilitem a garantia da inclusão social e geração de renda. É um espaço destinado a atender homens e mulheres, profissionais do sexo; gays e lésbicas; travestis; transexuais e portadores de HIV/Aids em situação de vulnerabilidade e risco social.

INFORMAÇÕES

Centro de Referência da Diversidade
Endereço: Rua Major Sertório, 292, Vila Buarque, São Paulo – SP
Telefone: (11) 3151.5786

sAraU cOm boLACHa!!!!

sarau_com_bolachas_24jan

olá…
boas novas, sábado que vem temos encontro marcado! desejo reencontrar todas lá na casa roxa, trocar poesias, cantar e cantar e cantar sem vergonha de ser uma aprendiz…, idéias, muitas idéias para trocar, saudades para sanar…, muitas possibilidades, novidades, temos um pouquinho disso e keremos trocar com as boas coisas de vocês, que tal?

“então, é assim:

‘dATa:24/01/09
‘DiA: sÁbAdO
‘lOcAL: QE 28 conjunto ‘b’ casa 13 – casa roxa
‘mAPa: http://www.coturnodevenus.org.br
***aTENçãO!
*o sarau com bolachas é um encontro restrito para, confraternizar, bater-papos, trocar de idéias, diversão entre lésbicas, mulheres bisexuais, mulheres curiosas, mulheres atentas, mulheres com ideais, mulheres solteiras, mulheres acompanhadas, mulheres, mulheres, mulheres, mulheres e mulheres, somente mulheres!
associação lésbica feminista de brasília – coturno de vênus
55 61 8187-8929
cx postal 3546 . 700089-970
brasília – df. brasil
http://www.coturnodevenus.org.br
Associação Lésbica Feminista de Brasília Coturno de Vênus
www.coturnodevenus.org.br

Empoderamento de mulheres lésbicas e bissexuais

Três amigos encontram uma lâmpada com o gênio de Aladim, que lhes diz:
– Sou um gênio expresso, posso lhes conceder já um desejo, mas apenas um, o que querem ?
O primeiro pede:
– Eu quero ser imensamente rico.
– Muito bem, vá ao banco, peça seu saldo e verás.
O segundo pede:
– Eu quero parecer um galã de cinema.
– Pois bem, vá a tua casa e olhe-se no espelho.
O terceiro pede:
– Eu quero ser tremendamente inteligente.
O gênio lhe pergunta:
– Não se importa de menstruar todo mês ?

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INSCRIÇÃO: editamos o post para que a ficha de inscrição fique mais acessível.

FICHA DE INSCRIÇÃO

Data de Inscrição:

01 Nome:
02 Você se considera: Branca (    )  Negra (      )  Indígena (     )  Parda (     )
03 Endereço:

Bairro:                                       Cidade:                               CEP:

04 Data de Nascimento:
05 Orientação sexual:  Lésbica (    ) Bissexual (    )  Heterossexual (    ) Transexual (    )
06 Você participa/freqüenta alguma religião?

Sim (    ) qual ____________________ Não (   )

07 Contato:

Fone:                                             e-mail:

08 Estado Civil:  Solteira (     )  Casada   (    ) Divorciada (    )  Viúva  (    ) Namorando (    )
09 Grau de Instrução:

Ensino fundamental (      )  1º grau (      )    2º grau (   )  3º grau completo (     )

Faz algum curso no momento: Sim (      )  de quê:                                  Não (      )

10 Documentação:

RG:                          Órgão Emissor:               data de expedição:

CPF:                                             Título de Eleitor:                         Zona:               Secção:

11 Profissão:

Trabalha atualmente: Sim (      )  Não (      )

Local:

Função:

12 Filhos:  Sim (      )  Quantos:                    Não (   )
13 Educação dos filhos:

Escola:  Pública (    )  Privada   (    )

14 Se você trabalha atualmente seus filhos ficam com quem?

Creche (     )  Berçário (      )  Mãe/parentes (      )  Empregada  (      )

15 Renda Familiar atual em salários mínimos:

(   ) abaixo de 01 salário mínimo  (   ) 01 a 03   (   ) 04 a 06  (   ) 07 a 10

16 Como ficou conhecendo o Grupo LUAS e o curso?
17 O que você espera aprender/conquistar/trocar através do grupo?
18 Você já leu algum jornal LUAS? Se sim o que achou, ou o que poderia melhorar?
19 O que você espera de uma instituição que trabalha com o segmento LGBT no Estado de Pernambuco?

Questionário:

1. As pessoas da sua família, amigos/as e pessoas do emprego sabem da sua orientação sexual?

Sim (    )  Não (      ) Por quê?

2. Você já sofreu algum tipo de violência por conta da orientação sexual?

Não (    ) Sim (      )  onde? Família (    )  na rua (    ) na escola (     ) por amigos/as (    )

3. Você acha correta a separação dos filhos/as por conta da orientação sexual?

Não (    ) Sim (      )  Por quê?

4. Como você reagiria se fosse descriminada/o em local público ou privado?

5. Na educação dos filhos/as, você acha correto esconder a orientação sexual?

Não (     ) Sim (      )  Por quê?

6. As crianças já nascem preconceituosas ou é influenciada pela sociedade?

(   ) já nascem  (    ) pela sociedade

7.    Se você tivesse uma filha lésbica ou um filho gay qual seria a sua reação você sendo ou não de orientação sexual igual à dela/e.

(    ) aceitaria tranquilamente  (   ) não aceitaria  (   ) podia respeitar, mas não seria esse o futuro que queria para o seu/sua filho/a (   ) tentaria convencê-lo/a mudar a orientação sexual.

8. Fale um pouco como foi que se o despertou o interesse por pessoas do mesmo sexo.

9. Quando criança foi reprimida por algum comportamento?

10. Você se aceita com a sua orientação sexual, ou acha que poderia ser diferente. Comente.

11. Você acha que ser gay, lésbica, bissexual, travestir ou transexual vai contra os mandamentos da bíblia?

12. Você acha que na relação entre duas mulheres se deve usar o preservativo?

Sim (     )  Não (      ) Por quê?

NA 4ª PARADA LÉSBICA DE BRASÍLIA, O TEXTO QUE NÃO FOI LIDO…

No último domingo, 31 de agosto, a 4ª edição da Parada Lésbica de Brasília foi à rua levando mais de 7 mil pessoas para dizer à sociedade que “Mulher com Mulher dá: POLÍTICA!!”. A Sapataria esteve presente e apoiou a realização desse evento que marcou o encerramento do Mês da Visibilidade Lésbica.

Preparamos uma fala para ser dita no carro de som, o que não foi possível porque Daniela Marques, no momento das falas, estava na delegacia de pequenas infrações registrando a ocorrência de AGRESSÃO FÍSICA CONTRA MULHERES PARTICIPANTES DA PARADA por parte de um suposto fotógrafo que, depois soubemos, estava fotografando o evento apenas por diversão. Nota: ele deu várias informações sobre sua identidade, primeiro dizendo que estava a serviço das organizadoras, depois que era do quadro do Ministério da Saúde e por fim, que era filho do dono da rede de supermercados SuperMaia, informação confirmada na Delegacia. O meliante reagiu com socos e pontapés contra uma participante que solicitou a exclusão de suas imagens da câmera. Ele disse que só apagaria se chamássemos a polícia. Chamamos.

Apesar de termos perdido o final da Parada Lésbica, o episódio acabou bem: o agressor, a partir de hoje, pensará duas vezes antes de agredir outra pessoa qualquer, especialmente se for mulher. E lésbica.

Uma das familiares do agressor resumiu bem a situação: “Ele mexeu com a pessoa errada…” Talvez. Pensamos que ele mexeu com a pessoa certa! Pelo fim da violência contra as mulheres, hoje e sempre!

… O fato de estarmos aqui(…) é o triunfo de muitas mulheres que nos antecederam: as visionárias, as bruxas, as sufragistas, as feministas e, sem dúvida, as poetas. Porque esta realidade foi utopia, como é utopia o que falta conquistar.

“Esta é uma citação de, Maria Guerra, que cabe para aclamar o tema desta Parada que é Mulher com Mulher Dá: Política!!!

Sou DANIELA MARQUES da Sapataria – Coletivo de Mulheres Lésbicas e Bissexuais do DF e saúdo a todas e todos, e especialmente as nobres e fortes, mulheres lésbicas e bissexuais que participam de mais este momento de triunfo, no qual somos as PROTAGONISTAS .

Estamos aqui pra celebrar nosso orgulho de sermos mulheres que amamos mulheres; e para além da nossa visibilidade lésbica este é um momento para o fortalecimento da cidadania e auto-estima enquanto mulheres que somos – porque pra além de lésbicas, somos trabalhadoras, nos mais diversos cargos (jornalista, professora, cantora, médicas, bancárias, técnicas, profissionais de limpeza, serviço geral, fotocópia, motoristas), ou mesmo desempregadas; somos mães e filhas; parlamentares, líderes comunitárias; somos chefes de família; nós estudamos, produzimos, trabalhamos.

Somos a “linha de frente” do combate e denúncia ao machismo, ao sexismo, ao racismo e toda a desigualdade que nos obriga a exclusão social. Essa exclusão a gente sente quando nos falta o acesso a bens e serviços básicos, seja na saúde (quando vamos aos ginecologistas e não sabem como nos atender), educação (quando a escola insiste em reproduzir os comportamentos de meninas e de meninos), cultura (que as duras penas supera os esteriótipos da heteronormatividade), previdência social (que custa a enxergar, eu e minha companheira, como entidade familiar concreta) ou mesmo quando não existem políticas públicas específicas – inclusive para nós mulheres lésbicas e bissexuais – e ser excluída é ter negado direitos que nos são básicos; o que por si é uma violência, inclusive contra nossos direitos humanos como mulheres.

Nós queremos ser ouvidas,acolhidas e visíveis pelo Estado, a começar pelo GDF e termos nosso afeto, nossa vida e a autonomia do nosso corpo protegidos e respeitados – sem correr o risco de ser agredida ou mesmo morrer porque se é negra, lésbica, pobre.

A esfera política historicamente foi constituída e dominada por homens e por isso é tão importante respondermos ao chamado desta Parada, porque ainda que já tenhamos ocupados espaços públicos, há mais e mais espaços para ocuparmos e provocar transformações. Nos setores dos movimentos sociais, dos espaços políticos e institucionais é preciso mais e mais a presença e voz das mulheres. Nosso protagonismo é multifacetado e existem milhões de formas de atuarmos, mesmo que não seja neste literal ativismo político, e assim fazer valer nosso direito e força, porque é necessário e emergencial a gente conhecer, estudar e agir nos espaços políticos pra combater com compromisso e coragem redobrada: o machismo, o racismo, o sexismo, para que possamos verdadeiramente superar toda a desigualdade e desrespeito!

A Sapataria está aberta a todas as mulheres e assim aos demais parceiros, nosso contato é sapatariadf@gmail.com. E Fica a expectativa de que cada uma encontre a sua maneira de atuar e se relacionar com áreas e grupos que sejam, porque isso TAMBÉM é política e a REVOLUÇÃO É FEMININA!

Boa Parada, mulherada!”

PS: a Parada foi um sucesso, e terminou tranquila! Certamente foi mais um passo importante na conquista de espaço político e visibilidade de lésbicas e mulheres bissexuais!