PEC da Representação Proporcional de Gênero na Mesa é aprovada em Comissão Especial

“Quando uma mulher chega à política, a política transforma aquela mulher. Mas quando muitas mulheres chegam à política, elas transformam a própria política”
 
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 590/06 – que assegura, ao menos, uma vaga de cada sexo para a composição das mesas diretoras da Câmara dos Deputados, do Senado e de cada Comissão – foi aprovada na Comissão Especial nesta quinta-feira, 17, na Câmara dos Deputados.
A presidenta da comissão, a deputada federal Emilia Fernandes (PT-RS), pediu a mobilização de todas e todos os parlamentares da casa para a aprovação da PEC em plenário. “A luta está começando. Tivemos uma grande vitória hoje, dia 17 de setembro de 2009, e fica registrada como uma data histórica nos anais desta Casa pelo trabalho, dedicação e esforço que foi colocado nessa proposta desafiadora, moderna e contemporânea. Peço a todas as pessoas que mobilizem os seus partidos políticos, os movimentos e organizações sociais para que a aprovação da PEC seja uma realidade.”
Na Câmara dos Deputados, dos 513 parlamentares da casa, 45 são mulheres, o equivalente a apenas 8,77% da Casa. Emilia Fernandes defendeu uma maior participação das mulheres nas decisões políticas e pediu celeridade nos trabalhos. “Vamos seguir em frente. A nossa luta é árdua e de toda a vida. Quem sabe até o dia 25 de novembro, Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher, ou até o dia 10 de dezembro, Dia Mundial dos Direitos Humanos, este Congresso Nacional dê uma resposta positiva não apenas para o Brasil, mas para o mundo”, concluiu.

Fonte: assessoria de imprensa do PT

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Published in: on 22/09/2009 at 11:24  Deixe um comentário  
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Campanha “Mais Mulheres no Poder: Eu Assumo este Compromisso!”

Site da campanha “Mais Mulheres no Poder: Eu Assumo este Compromisso!” é ampliado e traz pesquisa sobre mulheres no Executivo Estadual

O site www.maismulheresnopoderbrasil.com.br começa uma nova fase e incorpora novas áreas de informação: Executivo, Legislativo, Judiciário, Empresa e Sociedade, consolidando as propostas do capítulo V do II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, que visa a ampliação da participação feminina nos espaços de poder e decisão.

O lançamento do novo site traz como material exclusivo estudo sobre a presença feminina no Poder Executivo nos Estados.

A pesquisa da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres e do site www.maismulheresnopoderbrasil.com.br revela a continuidade da sub-representação feminina no primeiro escalão dos Governos Estaduais e do Distrito Federal, assim como já revelado nas capitais. São 528 secretarias, 87 mulheres (16,48%) e 441 homens (83,52%). O estudo também revela que a maioria das secretárias ocupa pastas ligadas a Políticas Sociais, 73,56%, demonstrando uma clara tendência de delegar às mulheres pastas relacionadas ao cuidado e à extensão do doméstico. As informações foram apuradas entre os dias 4 de maio e 4 de julho, junto aos 26 Estados Brasileiros e ao Distrito Federal. A região Norte tem o maior percentual de secretárias, 21,32%, e Mato Grosso do Sul é o estado que mais próximo chega à paridade entre mulheres e homens no primeiro escalão estadual, com 45,45%.

Ranking Regional:

Norte – 21,32%; Centro Oeste e Distrito Federal – 17,65%; Sudeste – 16,87%; Nordeste – 13,48%; Sul – 12,7%

Área de Atuação

Políticas Sociais – 73,56%; Administração e Economia – 21,84%; Outros – 4,6%

Região Norte

Assim como aconteceu nas capitais, a região Norte apresenta o maior percentual de mulheres ocupando secretarias estaduais, 21,32%, superando a média nacional de 16,48%. O Pará, governado por uma mulher, tem a segunda melhor média nacional de mulheres secretárias entre os estados, 27,27%, e Roraima, empatando em 3º lugar nacional com Goiás, tem 26,26%.


Região Centro Oeste e Distrito Federal

A região Centro Oeste apresenta o segundo maior percentual de secretárias estaduais, 17,65%, e o estado de Mato Grosso do Sul foi o que mais próximo chegou da paridade entre mulheres e homens no primeiro escalão estadual, 45,45%. Também está na região Centro Oeste o maior percentual de mulheres na administração de pastas relacionadas a Políticas Sociais, 83,33%, acima da média nacional de 73,56%.

Região Sudeste

Terceira região no ranking nacional, o Sudeste tem percentual de 16,87% de mulheres à frente das secretarias estaduais, praticamente a média nacional. É onde existe a maior diversificação de pastas administradas por mulheres: Políticas Sociais, 64,28%, Administração e Economia, 28,57%, e Outros, 7,14%. O estado com melhor participação feminina no Sudeste foi o Rio de Janeiro, com 26,31%.

Região Nordeste

Mesmo com a crescente participação política das mulheres no Nordeste, a região aparece em penúltimo lugar entre as regiões, com 13,48%. Apesar do bom desempenho do estado de Alagoas, com 26,31% de secretárias estaduais, e ser a região com o maior número de Secretarias de Políticas para as Mulheres, três das cinco existentes no país, está no Nordeste o estado com o menor percentual nacional de secretárias, Pernambuco, com 3,84%.

Região Sul

Assim como aconteceu na pesquisa divulgada em março, que mediu a presença feminina nas secretarias das capitais, o Sul ocupa o último lugar nacional entre as regiões brasileiras, tem 12,7% de mulheres ocupando o primeiro escalão dos governos estaduais. O estado que apresenta o melhor desempenho é o Paraná, com 22,72% de secretárias estaduais.

Secretarias nas Capitais e nos Estados

Comparando com o estudo das capitais, o dado positivo do estudo é que existe um maior número de Secretarias de Políticas para as Mulheres, cinco, enquanto nas capitais apenas uma secretaria recebia esta denominação. Entretanto, a nova pesquisa revela que a presença feminina nos estados, 16,48%, é menor que nas capitais, 19,85%, e que nas pastas relacionadas a Políticas Sociais, as secretárias representam bem mais que nas capitais, 73,56%, contra 59,49%. Os dados mostram que a presença feminina diminui à medida que aumenta a hierarquia do poder, e a elas são reservados os postos mais tradicionais, a área social, reafirmando uma visão bastante conservadora do “lugar” da mulher.

Veja aqui a pesquisa

Contato Assessoria de Imprensa da SPM/PR:
Gabriela do Vale  – 61 3411 4228
Waleska Barbosa – 61 3411 4229

Sobre o 1.o. Seminário Nacional de Empoderamento das Mulheres Negras

negrasA ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire, fala na abertura do 1º Seminário Nacional de Empoderamento das Mulheres Negras. Foto: Wilson Dias/ABr

A ausência da mulher negra nas estruturas de poder da sociedade brasileira foi uma das críticas feitas na quinta-feira (13/8) pela diretora do Instituto da Mulher Negra de São Paulo – Géledes, Sueli Carneiro, durante a abertura do 1º Seminário Nacional de Empoderamento das Mulheres Negras, realizado em Brasília.
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De acordo com Sueli Carneiro, a situação das mulheres negras nas políticas públicas desafia a democratização racial no país. “As mulheres negras estão ausentes de todas as estruturas de poder da sociedade. Elas são absolutamente minoritárias em espaço de decisões. É uma condição de subordinação e de subalternação social que precisa ter as causas e as razões discutidas”, disse.

Entre os espaços sociais em que as negras são expostas ao preconceito, Sueli afirmou que o mercado de trabalho é o que gera a maior exclusão em decorrência dos padrões estéticos exigidos.

“A discriminação no mercado de trabalho gera a exclusão de oportunidades para as mulheres negras. Existe uma ideologia poderosa operando no mercado de trabalho, que procura pelo fator estético hegemônico e que autoritariamente exclui as pessoas que não estão dentro do padrão seguido pelos grupos dominantes do país”, afirmou.

O seminário vai reunir, até sábado (15/8), as mulheres negras vinculadas a partidos políticos e militantes das várias articulações nacionais do movimento social para a discussão de diversos temas, tais como: comunicação e políticas de promoção de igualdade racial, organização partidária e mecanismos de empoderamento.

Os ministros das secretarias especiais de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Edson Santos, e de Políticas para Mulheres, Nilcéa Freire também estiveram na cerimônia de abertura do seminário.

(Agência Brasil)

Lei Eleitoral tem modificações a favor das mulheres

As alterações ainda precisam ser confirmadas pelo Senado Federal e devem passar a valer nas eleições de 2010
 
O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (08/07), por processo simbólico de votação, alterações na Lei Eleitoral (nº 9.504/97). Algumas mudanças do texto referem-se às candidaturas das mulheres. A nova redação estabelece que 5% do Fundo Partidário tem de ser aplicado na formação política das mulheres; 10% do tempo de propaganda partidária dos partidos serão utilizados pelas mulheres dos partidos; passa a ser obrigatório o preenchimento pelos partidos dos 30% de vagas destinadas ao sexo oposto; e se o partido não cumprir o preenchimento dessas cotas, a sanção será de 2,5% a mais do Fundo Partidário destinado à formação das mulheres. As mudanças ainda precisam ser confirmadas pelo Senado Federal e devem passar a valer nas eleições de 2010.
 
Essa conquista é resultado do trabalho da Comissão Tripartite – composta por representantes do Poder Executivo, do Legislativo e da sociedade civil -, do empenho da Bancada Feminina do Congresso Nacional e da mobilização do Fórum Nacional de Instâncias de Mulheres de Partidos Políticos e do movimento social, por meio, da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), da União Brasileira de Mulheres (UBM), da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfêmea).
 
No último dia 30 de junho, a Comissão Tripartite enviou carta ao presidente da Câmara, deputado Michel Temer, reivindicando a necessidade de mudança da atual sub-representação feminina na política brasileira. A carta originou um folder que foi entregue aos parlamentares e conclama a Câmara dos Deputados a promover o aprofundamento da democracia brasileira, realizando as mudanças necessárias na legislação eleitoral. A Comissão afirma que, seguindo uma tendência mundial, os Estados não devem apenas reconhecer, mas promover o direito de participação política das mulheres. Uma demanda, também, de boa parte da sociedade brasileira, como revelou pesquisa elaborada pelo IBOPE, Instituto Patrícia Galvão e Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), divulgada em fevereiro de 2009. De acordo com o estudo, 75% das pessoas entrevistadas disseram ser favoráveis às cotas e 86% defenderam punições aos partidos políticos que não as obedecem.
O material com as principais propostas encaminhadas pela Comissão Tripartite pode ser lido no link abaixo. “É Hora de Avançarmos – Propostas de Emenda ao Projeto de Reforma Eleitoral – Comissão Tripartite”
Baixa representatividade – Segundo levantamento da União Interparlamentar (UIP), em setembro de 2008, as mulheres brasileiras representavam apenas 9% da Câmara Federal – o que colocava o Brasil na 142ª colocação no ranking entre os 188 países pesquisados. O número brasileiro impressiona mais ao comparado com outros países caribenhos, centro e sul-americanos. Em Cuba, as mulheres ocupam 43,2% das cadeiras do parlamento; na Argentina, 40%; no Peru, 29,2%; no Equador, 25%; na Venezuela, 18,6%; na Bolívia, 16,9%; no Chile, 15%; e no Paraguai, 12,5%. Nas Américas, o Brasil permanece à frente apenas da Colômbia, do Haiti e de Belize.
Comissão Tripartite – foi instituída pela Portaria nº 15/2009. É coordenada pela subsecretária de Articulação Institucional da SPM, Sônia Malheiros, e participam dela Magaly de Carvalho, da Casa Civil; Fernando Macedo Sousa, da Secretaria de Relações Institucionais; Pedro Vieira Abramovay, do Ministério da Justiça; Maria Helena Pessoa Pimentel, da Secretaria Geral; as deputadas Rita Camata (PMDB/ES), Luiza Erundina (PSB/SP),  e Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM) e os senadores Serys Slhessarenko (PT/MT) e Renato Casagrande (PSB/ES). A sociedade civil é representada nesta Comissão por Raquel Guizoni, do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher; Natalia Mori, do Cfêmea; Silvia Camurça, da AMB; Liége Roch, do Fórum Nacional de Instâncias de Mulheres do Partidos Políticos e Carmen Foro, da Marcha Mundial de Mulheres.

 

Fonte: Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres SPM/PR

Published in: on 13/07/2009 at 22:10  Deixe um comentário  
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Mulher: Mais emprego, melhores salários e efetiva igualdade

Por Maria Pimentel – Secretária de Relações Internacionais da CGTB
 

Em 2009, a Organização Internacional do Trabalho comemora 90 anos de existência. Nasce em 1919, logo após a tomada do poder pelos trabalhadores na Revolução Socialista de 1917 na Rússia, onde a mulher pela primeira vez é incorporada à produção com direitos plenos. A OIT nasce com a missão de defender os trabalhadores e promover a justiça social.
            Logo depois de sua criação, incorpora em seu mandato a necessidade da “proteção dos direitos da mulher trabalhadora e da promoção da igualdade de oportunidades para construir uma sociedade mais justa e democrática”.
            Em 1944, já no final da Segunda Guerra, seu mandato é renovado com a “Declaração de Filadélfia”: a questão da Igualdade é recolocada ampliando assim o alcance da constituição da OIT. Fala em Crescimento Econômico do pós-guerra, associando-o ao pleno emprego e a melhores condições de trabalho, com igualdade de oportunidades.
            Em 1951, foi adotado o Convênio 100, a primeira Norma Internacional destinada a promover a igualdade eliminando a discriminação no trabalho, promovendo a igualdade de remuneração.

 Em 1958 é a vez da Convenção 111 – que protege os trabalhadores contra a discriminação no emprego, contra a discriminação de raça, sexo, origem social, opinião política e crença religiosa.
            Nos anos que se seguem, outras declarações e resoluções sobre Igualdade de Oportunidades e de Trato com relação às Trabalhadoras são aprovadas. Inclusive o Plano de Ação de 1975 tem como objetivo fomentar a igualdade.
            Em 1981, o debate na OIT se volta para enfrentar um grande entrave para a promoção da Igualdade no Emprego. Reconhece que é preciso resolver o problema dos “trabalhadores com responsabilidade familiar”. Esta é uma questão chave para a promoção da igualdade, além de ser mais ampla, pois é relativa à família e à sociedade como um todo. Para isso deve ser levada em conta nas políticas nacionais.
            Nasce então a Convenção 156. Todos os Estados que ratificaram este convênio se comprometeram a incluir em sua política nacional o “objetivo de estabelecer uma efetiva igualdade de oportunidades e trato entre trabalhadores com responsabilidades familiares”. As responsabilidades familiares não devem ser conflitantes com as responsabilidades profissionais.
 
CUSTO DA MÃO DE OBRA FEMININA
 
            Muitos pretextos são usados para justificar a discriminação da mulher no trabalho e para lhe impor salários inferiores. O pretexto mais usado é que “o custo da mão-de-obra feminina é superior em função das leis trabalhistas ligadas, particularmente, à maternidade e ao cuidado infantil, à licença maternidade, horários para amamentação, creche, proteção contra demissões” e o cuidado com os filhos doentes.

Essas justificações são usadas para rebaixar o salário da mulher, desestimular a sua contratação (responsabilizando-a pela reprodução da força de trabalho), dificultar o acesso a condições iguais de contratação, de promoção e qualificação; inviabilizar qualquer plano de promoção e de igualdade de oportunidades.
Criar na mulher a idéia de que são os homens os responsáveis pelas suas dificuldades é uma forma de deixá-la paralisada diante delas.
Esses pretextos são falsos:
  1º Esses custos são custos sociais da reprodução da mão-de-obra. Não podem ser considerados um “problema” das mulheres ou só das empresas.
            2º O custo para a empresa do trabalho da mulher referente à maternidade e ao cuidado infantil representa menos de 2% da remuneração mensal bruta da assalariada. É o que indica a pesquisa da OIT em cinco países da América Latina*.
* Pesquisa coordenada pela Dra. Laís Abramo, diretora OIT/Brasil, e publicada em “Questionando um mito: Custos do trabalho de homens e mulheres” / Laís Abramo (ed.) OIT/Brasil 2005.
            3º O tempo dedicado ao cuidado infantil pode até aumentar um pouco os custos, mas torna o trabalho mais eficiente e isso aumenta a produtividade. O mesmo ocorre com os investimentos em Recursos Humanos, podem até aumentar alguns custos, mas aumentam significativamente a produtividade. No caso inverso, o aumento da jornada de trabalho pode até diminuir os custos, mas diminui a produtividade e aumenta os acidentes.
            4º Além de que os custos vinculados à maternidade são baixos, eles não oneram as empresas. A licença maternidade é assumida pela Previdência Social. E, em geral, a empresa não contrata outra trabalhadora substituta.

  5º Os custos para as empresas com seguro acidente e doenças ocupacionais são muito maiores que o custo com a força de trabalho. Aumentar a jornada para reduzir custos, na verdade, acaba aumentando os custos e diminuindo a produtividade.
           Na verdade, o que existe por trás desses pretextos é que para manter seus lucros exorbitantes, os monopólios – que são quem impõe essas regras à sociedade – usam todo tipo de artifícios. Destroem o meio ambiente, especulam com os alimentos provocando mais fome no mundo. Promovem a mais descarada corrupção, desatam guerras, roubam às nações, tiram o couro da classe operária e se beneficiam muito mantendo a Mulher como força de trabalho de 2ª classe. Seja pagando-lhe salários inferiores; seja mantendo-a isolada na escravidão do trabalho doméstico; seja responsabilizando-a pela reprodução da força de trabalho e apropriando-se dela, se apropriando assim do trabalho feminino.
 
É HORA DE DESENVOLVIMENTO SOBERANO,
INTEGRAÇÃO E DIREITOS IGUAIS
 
Hoje, estamos vivendo um momento muito importante no
cenário mundial – o modelo e a ideologia neoliberal que tantos da-
nos causaram a Humanidade fracassou econômica e ideologicamente.
Faliu esse modelo econômico baseado:
– nas trocas desiguais – onde as riquezas das nações exploradas não tinham valor, pois as potencias imperialistas que nos saqueavam eram quem definiam o valor.
– na dívida externa – mecanismo para manter os países pobres como eternos devedores e assim aumentar o saque e transformar as nações independentes em colônias.
– na privatização do patrimônio público – mecanismo de entrega do patrimônio de todo o povo para as multinacionais que passam a monopolizar a produção e o mercado nacionais.
– na liquidação das empresas genuinamente nacionais que investem no mercado interno de nossos países, em lugar de remeter o lucro para suas matrizes e de  reduzirem cada vez mais os salários e os direitos para obterem mais lucro. E tudo isso em nome do deus mercado!
              Faliu também a tese de que os direitos dos trabalhadores e principalmente das trabalhadoras atrapalham a concorrência ou dão prejuízo. O importante para garantir o emprego, diziam eles, era abrir mão dos direitos.
             E tudo isso faliu quando na América Latina contamos com vários e expressivos governos que priorizam os interesses de seus povos, dando uma força especial à integração e ao intercâmbio justo entre as nações do continente. No Brasil temos um presidente, Lula, que está a fim de mudar o rumo das coisas. Que criou o Programa de Aceleração do Crescimento, PAC, recuperou salários e trabalha para valorizar as relações com a África, com os países árabes e com nossos vizinhos latino-americanos.
            É por esses motivos que as mulheres contam com melhores condições de ser vitoriosas nessas reivindicações, e de garantir em nossos países a convenção 156 da OIT, cujo objetivo é estabelecer a efetiva igualdade de oportunidades e trato entre trabalhadoras e trabalhadores.

Mesa Redonda: O progresso das mulheres no mundo e os desafios pendentes na Améria Latina

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Nova diretoria da CUT DF: Mulheres venceram o machismo CUTista e permanecem no poder!

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Published in: on 23/06/2009 at 12:00  Deixe um comentário  
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BRASIL – Penúltimo com mulheres na política

Do BR Press

30/3/2009 22:25:02

(Rio de Janeiro, BR Press*) – Depois que uma pesquisa da ONG Promundo, com homens jovens da Maré, no Rio, mostrou que 35% acham “justifcável” bater em mulher “quando ela se veste ou se comporta de maneira provocante”, não parece surpresa que o Brasil seja o penúltimo colocado no ranking que mede a participação feminina nas câmaras federais entre os países da América do Sul. A Argentina lidera o levantamento, com 40% de mulheres parlamentares. A última posição é da Colômbia, com 8,4% de assentos ocupados por mulheres. O Brasil, como penúltimo, tem apenas 9% das cadeiras.

Os números foram divulgados nesta segunda-feira (30/03), pela Organização das Nações Unidas (ONU), que lançou no Rio de Janeiro o relatório Progresso das Mulheres no Mundo 2008/2009. No mundo, o país com maior representatividade da mulher na política é a Suécia, com 47%. Depois vem Cuba, com 43%, Finlândia, com 41%, e Dinamarca.

A diretora da ONU do Fundo para a Mulher (Unifem), Inês Alberdi, comentou a posição brasileira em relação aos países sul-americanos. “Quanto à presença de mulheres nos parlamentos nacionais, o Brasil está muito atrás, tem um percentual muito baixo. Por outro lado, é líder nas iniciativas de combater as desigualdades e a violência”, disse.

Para a deputada estadual Inês Pandeló (PT), presidente da Comissão de Defesa das Mulheres da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), não basta a legislação brasileira prever cota de 30% de candidatas mulheres nas eleições.

Reforma política

“Onde tem cotas, foi ampliada a participação feminina em espaços de poder, incluindo na política. Mas estamos vendo que não basta só ter a vaga na chapa. São precisos outros instrumentos, como a reforma política, com o financiamento público de campanha e a possibilidade de mais mulheres assumirem esse espaço”, afirnou.

A Secretária Especial de Políticas Públicas para as Mulheres, a ministra Nilcéa Freire, também ressaltou a necessidade das mulheres assumirem maior poder político no país. “O Brasil figura quase como o lanterninha da representação das mulheres noParlamento. Nós acabamos de instituir uma comissão tripartite – Executivo, Parlamento e sociedade civil – para fazer uma revisão da legislação sobre cotas eleitorais”, informou.

Segundo a ministra, o objetivo é examinar por que os 30% da cota obrigatória de candidatas não se transformam em um percentual semelhante de mulheres eleitas.

“Há que se verificar também a questão do financiamento, a capacitação das mulheres nos partidos políticos, destinação de recursos do fundo partidário para as candidaturas femininas, tempo nos programas eleitorais, se há proporcionalidade. Ou seja, trabalhar a questão da igualdade de oportunidades e tratamento, para que o percentual estabelecido como ação afirmativa possa ser garantido na prática”, disse.

Além de abordar a participação política das mulheres, o relatório também trata de questões como violência e saúde. A versão integral, em português, pode ser acessada no site http://www.unifem.org/progress/2008.

Sessão solene vai homenagear defensoras dos direitos femininos

Da Agência Câmara

Sessão solene para comemorar Dia Internacional da Mulher e homenagear as vencedoras do Diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz, 2008.

Sessão solene para comemorar Dia Internacional da Mulher e homenagear as vencedoras do Diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz, 2008.

A Câmara e o Senado realizam na quinta-feira (5) uma sessão solene conjunta para comemorar o Dia Internacional da Mulher (8 de março). Na ocasião, será entregue o Diploma da Mulher Cidadã Bertha Lutz às mulheres que se destacaram na defesa dos direitos femininos. Bertha Lutz foi a segunda mulher deputada da história do Brasil: eleita suplente em 1934, assumiu em 1936.

A Câmara também realiza, no dia 11 de março, um ato solene no qual será entregue o Diploma Carlota Pereira de Queirós (em alusão à primeira deputada brasileira, eleita em 1934). Na mesma ocasião, será lançada a página Mulheres no Parlamento, no site da Câmara.

Exposições
A história da luta das mulheres pelo reconhecimento de seus direitos será lembrada na exposição “As Conquistas da Mulher”, que poderá ser visitada no corredor de acesso ao Plenário. A exposição tratará de fatos considerados significativos desde o início do século 20, período mais efervescente das conquistas femininas.

Os painéis relacionados à saúde, por exemplo, vão abordar o período anterior ao surgimento das políticas específicas para a saúde da mulher, quando o único diferencial era a gestação, e as inúmeras novas diretrizes desenvolvidas hoje pelo poder público.

Representantes da bancada Feminista no Congresso Nacional - 2008.A exposição também vai mostrar a legislação que trata dos direitos da mulher e apresentar as 46 deputadas em atuação hoje. A abertura da mostra ocorrerá na quarta-feira (4), às 15 horas.

Já o Gabinete de Arte, que funciona na Presidência da Câmara, vai exibir 13 quadros de artistas brasileiras. São obras do acervo da Casa e também cedidas de acervos particulares.

Cidade na Bahia é recordista em número de mulheres vereadoras

Hoje comemoramos mais um parceiro na nossa luta pelos reais direitos das mulheres. Não vamos colar o texto, mas dar o link para a notícia.

CLIQUE AQUI PARA VER A NOTÍCIA NO BLOG DO ROGÉRIO JORDÃO.