PARADA LGBTS DE BRASÍLIA DIA 19/7

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I Jornada Lésbica Feminista debate violência e feminismo

Uma série de eventos culturais e políticos marcarão a I Jornada Lésbica Feminista, lançada este ano pela Liga Brasileira de Lésbicas (LBL), para marcar o mês do Orgulho LGBT e a VII Caminhada de Lésbicas. A programação terá início sábado, 6/6, às 9h com o seminário de formação “Lesbianidades e Feminismos”. No dia 12, às 14h, a LBL promove o debate “Violências: um enfrentamento urgente e necessário”. A programação também incluirá a Mostra “Lésbicas em cena”, com a exibição da peça ´Flores Brancas’, no espaço Satyros (ver endereço) e sessões de filmes no Cine Olido (Ver programação). No dia 13 será realizada a VII Caminhada Lésbica, com o tema “O Combate à violência contra a mulher e a defesa de um mundo feminista”, a partir das 13 horas na praça Oswaldo Cruz, seguindo pela Avenida Paulista, até o MASP. A LBL também montará uma tenda na feira da diversidade cultural, que ocorre no dia 11 de junho, no Vale do Anhangabaú.

Clique e confira a programação:

06/06 Seminário de Formação: Lesbianidades e Feminismos
08/06 Mostra Lésbicas em Cena – Teatro
09/06 Mostra Lésbicas em Cena – Teatro
09/06 Mostra Lésbicas em Cena – Cinema
10/06 Curso de Defesa Pessoal – WenDo
11/06 9ª Feira da Diversidade Cultural – Tenda da LBL
12/06 Debate: Violências, um Enfrentamento Urgente e Necessário
13/06 VII Caminhada Lésbica e Bissexual de SP
14/06 13ª Parada do Orgulho LGBT

I Jornada Lésbica Feminista


06 a 14 de junho de 2009
Participe!

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Seminário de Formação: Lesbianidades e Feminismos


Dia 06 de junho sábado – 9h às 18h
Local: Rua Condessa de São Joaquim, 215
(próx. Metro São Joaquim – trav. da Av. Liberdade e Brig. Luiz Antonio)

manhã

dinâmica do abraço

exposições e debates

convidadas: Regina Facchini (Unicamp), Lúcia Xavier (Criola/RJ), Lurdinha Rodrigues (LBL)

tarde

convidadas: Simone Diniz (Rede Feminista), Alcilene Cavalcanti (CDD), Ariane Meireles (LBL)

18h – apresentação musical Grupo Quintal de Iaiá (voz, violão e percussão)

informações:
www.lbl.org.br
www.lblsp.blogspot.com – e-mail: lblsp@uol.com.br

Participe!

fonte: http://www.paradasp.org.br/caminhadalesbica

Vitória para o bar Farol Madalena, em São Paulo

farol madalena

CLIQUE AQUI E OUÇA a matéria da CBN (Gilberto Dimenstein) sobre o bar lésbico “Farol Madalena“, na Vila Madalena em São Paulo, que passou 12 anos lutando judicialmente pela sua permanência. Para quem vai à Parada LGBT de São Paulo, é uma boa pedida de balada!

FOBIA!

Do blog da Lúcia Veríssimo

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Apesar de adorar todas as cores e agradecer ao todo poderoso poder enxergá-las, tenho maior preferência pela cor azul, principalmente o azul marinho e o turquesa. Para mim, tanto faz a chuva ou o sol. Consigo enxergar a beleza em qualquer uma das situações. Me dedico a natureza como um ente querido. Procuro ajudar a todos ao meu redor. Sou verdadeira, corajosa, destemida e leal. Leal aos meus amigos e mais ainda aos meus sentimentos,  pensamentos e desejos. Acredito em Deus e tenho fé. Sou completamente devotada aos animais.

E você também gosta do azul ou gosta mais do verde?
Amarelo, ou mesmo do lilás?
Devo odiá-lo ou criticá-lo por isso?
Vou sentir medo porque você não gosta da mesma cor que eu?

HOMO do grego HOMUS, quer dizer igual, semelhante.
FOBIA = aversão. Também proveniente do grego PHÓBOS que quer dizer pavor.
Vou um pouco mais adiante com essa FOBIA, é a designação genérica das diferentes espécies de medo mórbido e segundo o Aurélio, horror instintivo a alguma coisa; aversão irreprimível.
AVERSÃO – ódio, rancor, repugnância, repulsa.

Só de escutar essas palavras acima: ódio, rancor, repugnância, repulsa, a mim causa arrepios, no mau sentido.

MÓRBIDO – enfermo, doente, como explica o dicionário etimológico de Antônio Geraldo da Cunha e também no Aurélio = frouxo. Engraçado, não? Frouxo.
Sábias palavras de F. D. Roosevelt (Presidente dos EUA entre 1882 – 1945) “A única coisa que devemos ter medo e do próprio medo”.

A verdadeira moral, zomba da moral, que é sem regras. E moral defende a observância estrita de princípios da moral estabelecida. Estabelecida por quem? Sobre que critérios? Em que época?
AMOR – Sentimento de inclinação e de atração ligando os seres uns aos outros, a Deus e ao mundo, mas também o indivíduo a si mesmo.

Para o Aurélio, Sentimento de dedicação absoluta de um ser a outro ser ou a uma coisa; devoção extrema, sentimento terno ou ardente de uma pessoa por outra, e que engloba também atração física, afeição, amizade, carinho, simpatia, ternura, muito cuidado; zelo.

Enfim, esse é o sentimento mais precioso e único. Capaz de nos traduzir como criaturas de Deus. De nos conectarmos com o universo em toda sua dimensão.

Amor, seja ele de que forma for, pode fazer mal?
Por que sentir medo do amor que duas pessoas podem sentir?
Só porque não é da mesma forma como você, supostamente, ama?
Mas e se você gosta mais da cor vermelha e seu irmão da bege?
Por que você tem que convencê-lo de que a vermelha é que é a cor para ser amada?
Você consegue enxergar as cores com os olhos dele?
E se para ele o vermelho é muito forte e pode até incomodá-lo?
Mesmo que doa a seus olhos, você vai querer obrigá-lo a amar somente o vermelho?
Você já pensou que age assim porque sente medo do sentimento do outro e isso faz com que você repense o seu?

cartaz2Conselho que uma vez vi darem a um jovem: “Faça sempre o que tem medo de fazer”. R.W. Emerson (filosofo e poeta norte-americano, 1803-1882) E sabe por que?
“Justamente aquelas coisas que provocam mais medo são menos temíveis”. Sêneca (filosofo latino, 4 a.c – 65 d.c.)

E não esqueça que: “O medo segue o crime e é seu castigo”. Voltaire (escritor e filósofo francês, 1694 – 1778).

E por falar em crime, está sendo estudado o  Projeto de Lei 5003/2001 que vai se tornar o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/2006, que propõe a criminalização da homofobia. Se você acredita que qualquer forma de amor vale a pena, se você acha que os seres humanos devem ser livres para escolherem seus próprios caminhos e se quiser apoiar essa lei, visite o site http://www.naohomofobia.com.br/lei/index.php, leia sobre ela e assine.

HOMOPHOBIA – INSECURITY ABOUT BEING HETEROSEXUAL

O que você ouve, vê e lê nos meios de comunicação?

ATENÇÃO LEITOR@S!!

Você encontrará abaixo convite para atividades da SEMANA PELA DEMOCRATIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO.

Destaque-se uma audiência pública que ocorrerá dia 17, sexta-feira, às 14h, na Câmara Legislativa do DF, com objetivo de discutir a renovação da concessão da TV Globo em Brasília.

A questão da comunicação sempre foi central para os movimentos sociais, pois é elemento estruturante de nossas lutas. Por isso a importância dos grupos, entidades e lideranças LGBTTT estarem presentes nesta atividade, que é parte da Semana de Democratização da Comunicação. É importante que as entidades apresentem, durante a audiência, casos concretos de coberturas tendenciosas sobre suas ações ou que relatem grandes mobilizações realizadas que simplesmente não foram divulgadas pela GLOBO/Bsb – como por exemplo as Paradas do Orgulho LGBT, Paradas Lésbicas, Semana da Visibilidade Lésbica, Semana da Diversidade, Seminários e tantas outras atividades já realizadas e não noticiadas.

Confira a programação e PARTICIPE!!

SUA VOZ É FUNDAMENTAL CONTRA FUNDAMENTALISMOS

 

Casal homossexual pode trocar carinhos em público

Carícia permitida

Revista Consultor Jurídico, 22 de setembro de 2008

Um “beijo demorado” e de “língua”, mesmo trocado por casal homossexual, não pode ser visto como conduta inaceitável. O entendimento é do desembargador Odone Sanguiné, da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, que condenou o Clube Sete de Setembro de Santiago e seu diretor por discriminar uma mulher, que estava junto com a companheira, em baile promovido pela entidade.

De acordo com o processo, um membro da diretoria pediu para o casal homossexual parar com a troca de carícias durante o baile. Para os desembargadores, a conduta não era costumeiramente exigida de casais heterossexuais, o que indica a efetiva prática de discriminação.

Com a decisão, o clube e o diretor devem pagar, solidariamente, R$ 4 mil por danos morais a uma das mulheres, que ingressou com a ação reparatória, com correção monetária pelo IGP-M e juros de mora de 12% ao ano, a contar a data do julgamento pela Câmara.

Na primeira instância, ambos foram condenados a pagar R$ 1,5 mil. Por esse motivo, a autora recorreu ao TJ gaúcho para que fosse aumentado o valor da indenização para R$ 5 mil. Os réus também recorreram solicitando a improcedência da ação.

O desembargador Odone Sanguiné destacou que ficou confirmado que a autora e sua companheira foram convidadas a se dirigirem a uma sala, onde um dos diretores do clube pediu que parassem com as carícias. “Ao que tudo indica a prova dos autos, a intervenção se dera em razão de preconceito, o que não pode ser tolerado.”

Ressaltou que a Constituição institui o combate a discriminação, seja de qual espécie for, como um dos objetivos precípuos da República Federativa do Brasil. “Em vista disso, não podem eventuais peculiaridades regionais servir de excludente da responsabilidade do clube e de seu diretor, em face da ocorrência de discriminação, que, no caso em tela, se dera com fundamento na opção sexual da autora.”

Em depoimento, o segurança do clube disse que o casal homossexual estaria trocando “beijo de cinema”, “demorado”, “envolvendo língua”, conduta incompatível com a dos casais heterossexuais. Por essa razão, as duas mulheres foram conduzidas até a sala da diretoria do clube e advertidas.

Na avaliação do desembargador Odone Sanguiné, um beijo não pode ser visto como algo inaceitável. “Ainda mais no local em que se deu, qual seja, no salão de bailes, em uma festa, com diversos outros casais.”

Ele destacou, inclusive, que outras testemunhas afirmaram que deixaram de freqüentar o clube não pelos beijos da autora com a sua companheira, mas também por causa de casais heterossexuais que se excediam no ato em pleno salão de bailes. “Entretanto, esses não eram alertados para que cessassem as suas carícias, ao contrário do que fora exigido da autora.”

Para o desembargador, mesmo em uma cidade pequena e, como disse o réu, “conservadora”, deve-se buscar a cessação de preconceitos de qualquer espécie. “Ora, eventuais peculiaridade do local em que habita a demandante não poderiam servir de excludente da responsabilidade dos demandados.”

Por fim, destacou que a reparação deve representar para a vítima uma satisfação capaz de amenizar de alguma forma o sofrimento passado, não significando enriquecimento sem causa. O montante, disse, “também deve produzir impacto no causador do mal, a fim de dissuadi-lo de novo atentado, efetivando-se o efeito pedagógico”.

Votaram com o relator os desembargadores Otávio Augusto de Freitas Barcellos e Ângelo Maraninchi Giannakos.

Processo: 7001.704.195-5

Mundo L mais visível

 

Katita sabe das coisas!

Katita sabe das coisas!

Da página do CLAM:

Na última sexta-feira (29 de agosto), foi comemorado em todo o Brasil o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, festejado no país desde 1995, quando aconteceu o 1º Seminário Nacional de Lésbicas (Senale), primeiro espaço organizado por mulheres lésbicas e bissexuais na cena política brasileira. A data surgiu para mostrar a mobilização especificamente feminina dentro do então movimento homossexual, que depois passou a se chamar movimento GLBT e recentemente LGBT. A inversão das letras foi uma decisão tomada na plenária final da I Conferência Nacional que reuniu lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais em junho passado, em Brasília. Na análise da cientista social Gláucia Almeida, pesquisadora associada ao CLAM, a troca de posição das letras demonstra a importância da visibilidade lésbica e a necessidade de enfrentar o sexismo dentro do próprio movimento.

No entanto, ela salienta na entrevista a seguir, que tal inversão só passará a fazer sentido, na prática, quando forem implementadas as políticas públicas direcionadas ao segmento, definidas na Conferência. “Sem que essas ações sejam claramente definidas, não há como antever resultados dessa inversão de letras”, afirma.

Gláucia Almeida é autora da tese de doutorado em Saúde Coletiva intitulada “Da invisibilidade à vulnerabilidade: percursos do corpo lésbico na cena pública brasileira face à possibilidade de infecção por DSTs e Aids”, defendida no Instituto de Medicina Social (IMS/UERJ), sob a orientação do antropólogo e professor Sergio Carrara. No trabalho, a pesquisadora mostra como foi sendo construído um discurso político demonstrativo da vulnerabilidade das mulheres que fazem sexo com mulheres às DST/Aids, e como esse discurso é potencialmente gerador de outras vulnerabilidades. O estudo mostrou também como o movimento lésbico se estruturou dentro do movimento homossexual, discutindo também alguns aspectos da vulnerabilidade individual, social e programática desse segmento.

RECOMENDAMOS!!!

Leia a entrevista com Gláucia Almeida aqui.

“Lamentablemente la discriminación, en sus formas más sutiles, está presente en una gran cantidad de relaciones humanas, y no somos ajenos/as a ejercerla tanto como denunciamos ser objeto de la discriminación ejercida por otros.” Carlos F Cáceres

COISAS DE MINHA VIDA LÉSBICA

por Mariana Miranda Tavares

Algumas coisas que vivenciamos ou que temos na vida são resultados de escolhas nossas outras são resultados das famosas “coisas da vida”. Vou chamar de “coisas da vida” aquilo que não escolhemos, mas que é da nossa natureza, da nossa essência, do nosso jeito de ser, ou situações que aconteceram ou que fazem parte da nossa vida sem que tenhamos escolhido isso!

A grande maioria das minhas “coisas da vida” me faz muito feliz, ou me fizeram chegar até aqui e ser quem eu sou! Mesmo aquelas que eu já esqueci ou não vou conseguir esquecer e que são muito tristes, mesmo essas foram fundamentais para a Mariana que me tornei. Posso colocar nesse grupo o meu jeito bagunceiro que garante à minha faxineira uma bela diária, ou o meu jeito brincalhão que muitas vezes me coloca em situações complicadas. Mas tudo isso faz parte de mim.

Também é uma coisa da vida o fato de eu ser homossexual. Sim, não sou eu que escolho por quem eu quero me apaixonar. Se fosse assim eu seria… homossexual… porque com certeza escolheria a Camila Pitanga ou a Jodie Foster. E é isso que efetivamente que me faz homossexual, eu tenho tendência a me envolver afetiva e sexualmente com pessoas do mesmo sexo que o meu, o feminino.

Mas entre eu ser uma mulher homossexual e ser lésbica existe uma grande diferença. E é nessa diferença que reside não apenas “coisas da vida”, mas essencialmente minhas escolhas. Ser lésbica é definitivamente uma escolha minha! E é uma escolha de todos os dias.

Ser lésbica não é ser sapatão! Ser lésbica não é ser gay! Ser lésbica não é ser homossexual! Ser lésbica não é ser sapa! Ser lésbica é ir além desses rótulos. É antes de qualquer outra coisa ser mulher! Ser lésbica é escolher a porta do armário aberta, escancarada algumas vezes, porque para uma mulher ser lésbica ela precisa escolher isso! Ser lésbica é escolher a verdade e a oportunidade de mudar sua vida e seus caminhos pelo amor, pelo afeto, pelo sexo e pela política.

O fato de uma mulher amar outra pode fazê-la amiga, mãe, filha, avó, neta, prima, tia, sobrinha, madrinha, afilhada e até amante ou companheira. Uma mulher que se relaciona sexualmente com outra pode ser sapatão, sapa, cola velcro, bolacha, gay, homossexual, bissexual e até lésbica. Só a escolha pelos dois caminhos junto com a coragem garante a uma mulher a lesbianidade!

Porque?!, podem me perguntar alguns desavisados. Simples, porque ser lésbica é ser antes de qualquer coisa sujeito político de suas escolhas. Para uma mulher ser lésbica tem que se aceitar e vivenciar sua homossexualidade, abrir as pesadas portas de seus próprios armários e revelar o amor guardado a sete chaves. É claro que não posso ser ingênua ou até mesmo rebelde e dizer que toda lésbica é aquela mulher que sai berrando aos quatro ventos que ama outra mulher. A mulher lésbica é aquela que luta pelos seus direitos, em especial pelo mais sagrado deles: o direito a vida! E luta mesmo no silêncio, ou na beleza de atos singelos como um simples olhar, um toque diferente ou um jeito diferente de dizer que aquela “amiga” é também sua companheira, sua amante, sua mulher.

A mulher lésbica luta do primeiro ao último minuto de seus dias pelo direito ao amor, à vida e à liberdade. A mulher lésbica não ouve, ou responde a cada vez que a desconsideram pelo simples fato de amar outra mulher. A mulher lésbica olha com ternura sua companheira lutar diariamente para manter seu emprego, sua dignidade, sua coragem e sua essência nessa sociedade machista, sexista e heteronormativa. Ela luta com palavras, mesmo quando sabe que “lutar com palavras é a luta mais vã”. A mulher lésbica luta não para entrar de véu e grinalda na igreja, porque um casamento não é apenas um ritual, ela luta pelo direito de acompanhar sua mulher ao médico, de ver seu filho nascer, de poder dizer às pessoas que ama quem ela é.

A mulher lésbica luta todos os dias pelo direito de dormir junto com sua companheira, pelo direito sagrado de ter onde morar quando sua companheira parte e deixa o vazio no seu coração. Luta diariamente não apenas pelo direito a uma casa, a uma família, a um amor, mas essencialmente pelo direito de ser uma mulher lésbica sem que isso signifique ser violentada verbal, social, sexual ou fisicamente. A mulher lésbica luta pelo direito ao simples direito de ser gente, pessoa, cidadã, luta pelo direito de ser vista assim, luta pela visibilidade!

E é por essa luta que o dia 29 de agosto é importante! O dia da visibilidade lésbica não está no calendário apenas para preencher mais um dia, está no calendário para lembrar vidas perdidas, sonhos massacrados, histórias destruídas, pessoas esquecidas que por amor e coragem um dia acordaram e fizeram o que eu um dia também fiz: se olharam no espelho, e no fundo de seus olhos encontram mais um pedaço, mais um pouco de suas “coisas da vida”: o amor por elas e por outras mulheres! Mas o mais importante é que desse encontro elas buscaram a coragem e o amor para lutar e viver e fora das coisas da vida escolheram o que eu também escolhi: eu mesma, uma mulher lésbica!