Começa VII SENALE em Porto Velho

De hoje (8) a 11 de maio de 2010, cerca de 100 lésbicas e mulhers bissexuais participam do VII SENALE – Seminário Nacional de Lésbicas e Mulheres Bissexuais, na cidade de Porto Velho, Rondônia. Cerca de 60 mulheres já estão reunidas em plenária de abertura, à qual devem juntar-se mais cerca de 40 companheiras, vindas de todas as regiões do país.

O SENALE é o espaço máximo de discussão das pautas das lésbicas e mulheres bissexuais em busca da construção e efetivação de políticas públicas e cidadania plena das lésbicas e mulheres bissexuais.

Divulgado o tema da VII Caminhada Lésbica de São Paulo

Tema adverte a importância de não se calar sobre a violência contra a mulher

Do DykeramaParada Lés SP 2008. Foto: Jandira Queiroz
Publicado em 23/5/2009 às 03:26

VI Caminhada reuniu cerca de 2500 pessoas

“Não se cale! Ser lésbica é um direito! Não à violência contra a mulher, por um mundo feminista” é o tema da VII Caminhada de Lésbicas e Bissexuais de São Paulo, que acontecerá no dia 13 de junho, véspera da Parada do Orgulho LGBT.

No ano passado a Caminhada reuniu cerca de 2500 pessoas e foi marcada pela diversidade e caráter político.

O Dykerama.com anunciou que ainda hoje (25/5) trará mais informações sobre a VII Caminhada Lésbica. Fique ligada!

BRASIL – Penúltimo com mulheres na política

Do BR Press

30/3/2009 22:25:02

(Rio de Janeiro, BR Press*) – Depois que uma pesquisa da ONG Promundo, com homens jovens da Maré, no Rio, mostrou que 35% acham “justifcável” bater em mulher “quando ela se veste ou se comporta de maneira provocante”, não parece surpresa que o Brasil seja o penúltimo colocado no ranking que mede a participação feminina nas câmaras federais entre os países da América do Sul. A Argentina lidera o levantamento, com 40% de mulheres parlamentares. A última posição é da Colômbia, com 8,4% de assentos ocupados por mulheres. O Brasil, como penúltimo, tem apenas 9% das cadeiras.

Os números foram divulgados nesta segunda-feira (30/03), pela Organização das Nações Unidas (ONU), que lançou no Rio de Janeiro o relatório Progresso das Mulheres no Mundo 2008/2009. No mundo, o país com maior representatividade da mulher na política é a Suécia, com 47%. Depois vem Cuba, com 43%, Finlândia, com 41%, e Dinamarca.

A diretora da ONU do Fundo para a Mulher (Unifem), Inês Alberdi, comentou a posição brasileira em relação aos países sul-americanos. “Quanto à presença de mulheres nos parlamentos nacionais, o Brasil está muito atrás, tem um percentual muito baixo. Por outro lado, é líder nas iniciativas de combater as desigualdades e a violência”, disse.

Para a deputada estadual Inês Pandeló (PT), presidente da Comissão de Defesa das Mulheres da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), não basta a legislação brasileira prever cota de 30% de candidatas mulheres nas eleições.

Reforma política

“Onde tem cotas, foi ampliada a participação feminina em espaços de poder, incluindo na política. Mas estamos vendo que não basta só ter a vaga na chapa. São precisos outros instrumentos, como a reforma política, com o financiamento público de campanha e a possibilidade de mais mulheres assumirem esse espaço”, afirnou.

A Secretária Especial de Políticas Públicas para as Mulheres, a ministra Nilcéa Freire, também ressaltou a necessidade das mulheres assumirem maior poder político no país. “O Brasil figura quase como o lanterninha da representação das mulheres noParlamento. Nós acabamos de instituir uma comissão tripartite – Executivo, Parlamento e sociedade civil – para fazer uma revisão da legislação sobre cotas eleitorais”, informou.

Segundo a ministra, o objetivo é examinar por que os 30% da cota obrigatória de candidatas não se transformam em um percentual semelhante de mulheres eleitas.

“Há que se verificar também a questão do financiamento, a capacitação das mulheres nos partidos políticos, destinação de recursos do fundo partidário para as candidaturas femininas, tempo nos programas eleitorais, se há proporcionalidade. Ou seja, trabalhar a questão da igualdade de oportunidades e tratamento, para que o percentual estabelecido como ação afirmativa possa ser garantido na prática”, disse.

Além de abordar a participação política das mulheres, o relatório também trata de questões como violência e saúde. A versão integral, em português, pode ser acessada no site http://www.unifem.org/progress/2008.

MILK – Vida real na tela

Aguinaldo Silva fala sobre a importância de Harvey Milk, político gay vivido por Sean Penn
Publicada em 15/02/2009 às 09h24 em http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2009/02/13/aguinaldo-silva-fala-sobre-importancia-de-harvey-milk-politico-gay-vivido-por-sean-penn-754403998.asp

Aguinaldo Silva

Sean Penn em Milk, de Gus Van SantBelos tempos aqueles em que cada um de nós tinha uma causa, e todas elas, mesmo as mais pessoais, tinham a ver com o futuro e a salvação do mundo: as mulheres queimavam sutiãs, os gays brigavam – às vezes de modo literal – pelo reconhecimento do fato elementar de que tinham direitos, e os negros aprendiam aos tropeções a ter orgulho da raça, sem imaginar que, 30 anos depois, todo aquele esforço lhes daria como prêmio a ascensão ao poder máximo de um afrodescendente.

Éramos a última grande novidade do século: as minorias atuando. E o auge dessa verdadeira farra foi em 1978. No Brasil, vivíamos sob uma ditadura. Dos ventos de liberdade que sopravam pelo resto do mundo nos chegava apenas uma leve brisa. Mesmo assim nos refrescávamos.

Naquele ano, um grupo de jornalistas, do qual eu participava, fundou o jornal gay “Lampião da Esquina”, cujos passos iniciais foram dados à maneira das guerrilhas: da impressão na Rua do Livramento à distribuição num galpão da Rua da Relação, tudo era feito meio na clandestinidade, às escondidas, por debaixo do pano.

Lembro-me do modo como confrontávamos os jornaleiros, no galpão da distribuição, na tentativa de convencê-los a expor o que eles chamavam de “o jornal dos viados”. Éramos insistentes e, embora eles manifestassem o seu horror pela “causa” que representávamos, no fim sempre nos entendíamos.

Assim, as bancas do Centro da cidade aderiram primeiro à novidade, mas três meses depois de lançado o “Lampião” já podia ser visto em exposição até mesmo nos redutos mais conservadores do Rio.

Éramos, com toda a honra, afrontosos e malditos. Chegaríamos a ser processados, é claro; mas não por distribuir material pornográfico, e sim pela Lei de Imprensa, o que comprovava o quanto a nossa luta havia progredido. Já não éramos mais um bando de homossexuais, e sim um grupo de jornalistas enfrentando a ditadura e transgredindo.

Tínhamos a impressão de que passaríamos como um rolo compressor sobre os defensores “da moral e dos bons costumes” e afinal conquistaríamos nosso lugarzinho neste mundo.

Foi aí, no auge deste nosso sentimento de absoluta esperança, que lá em São Francisco, nos Estados Unidos, mataram Harvey Milk. Estávamos a fechar mais um número do jornal quando Francisco Bittencourt, um dos editores, entrou e nos deu a notícia em prantos. Dias antes, acontecera um atentado a bomba contra a sede de outro jornal alternativo que era nosso vizinho de prédio. Ninguém morrera, mas então pensáramos: e se fôssemos nós a próxima vítima?

Mas não fomos nós, foi Harvey Milk, que vivia num país de regime aberto e democrático e que, de todos os gays notórios de então, era o nosso grande ídolo.

poster de campanhaEx-hippie desbundado, figurinha carimbada de Nova York, Milk se mudara para São Francisco e lá, finalmente, descobrira a sua vocação – a política. Em poucos anos tinha sido eleito supervisor (ou o que chamamos aqui no Rio de “prefeitinho”) do distrito de Castro, onde os gays se concentravam. Opositor das leis defendidas pelos radicais de direita Anita Bryant e James Briggs, os quais queriam proibir que os homossexuais tivessem até mesmo o direito ao emprego, ele começava a se destacar nacionalmente e parecia ter um brilhante futuro pela frente quando foi assassinado por um político rival dentro do seu gabinete.

É dessa história que fala “Milk”, o filme de Gus Van Sant que estreia no Brasil na próxima sexta-feira (veja o trailer do filme abaixo). À maneira dos filmes políticos então em voga, com laivos documentais que se refletem até no granulado da imagem e na câmera sempre nervosa, o cineasta – um dos mais inquietos e controversos deste verdadeiro cemitério de elefantes no qual vem se tornando Hollywood – nos remete de volta, com toda a fidelidade possível, à efervescência – e à ingenuidade – daquela época.

Sim, porque se trata de uma história de época. Apenas 30 anos se passaram. Mas, enquanto assistia ao filme, eu pensava em “Gladiador”, ou em histórias ainda mais remotas: será que foi tudo assim tão difícil? E, se foi, como então conseguimos ir tão longe?

Sim, porque hoje, a não ser em países de fundamentalismo religioso ou político, os homossexuais ostentam livremente seus direitos. Mas o fato é que talvez isso não fosse possível sem a luta de Harvey Milk em Castro Street e, mais ainda, sem o seu sacrifício.

É disso que o filme de Van Sant nos fala: do valor do sacrifício. Obcecado pela sua luta, Harvey perde tudo – amigos, amantes, a própria vida. Em troca, dá à minoria da qual fazia parte uma ponte para o futuro.

Mas, se estou falando do ato político que o filme de Van Sant representa, não posso deixar de dedicar pelo menos algumas linhas ao próprio filme. E dele só posso dizer que me pareceu “antigo”, mas no bom sentido. Pois resgata uma linguagem, um gênero de filmes que teve o seu auge na própria década em que viveu Harvey Milk e que andava esquecido.

É fácil perceber que Van Sant viu esses filmes todos antes de escolher que caminho seguiria em “Milk”. Por isso eu disse que ele é “de época”: ele nos remete ao calor da hora e nisso conta com a fundamental ajuda de Sean Penn, esse ator magistral, aqui num dos seus melhores – e mais “realistas” – trabalhos. Sem esquecer a colaboração de luxo de Josh Brolin como o rival político de Milk.

Este pode não ser o melhor filme de Gus Van Sant (há quem prefira “Gênio indomável” ou, no outro extremo, “Elefante”). Mas não creio que nenhum dos candidatos ao Oscar este ano seja mais inovador e inquietante que “Milk”.

Gus aqui é mais Van Sant que nunca, como mostra a cena da morte de Milk, quando ele, agonizante, vê através das janelas os cartazes da ópera “Tosca” no teatro ali em frente. É assim que o cineasta dá um fecho brilhante à
grande ópera que foi a vida do seu personagem.

Published in: on 16/02/2009 at 03:00  Deixe um comentário  
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SexPolitics – Políticas de Sexualidade

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Caras/os amigas/os,

O Observatório de Sexualidade e Política (SPW) acaba de disponibilizar em CD-ROM a versão em espanhol do e-book SexPolitics: Reports from the Front Lines, intitulada Políticas sobre Sexualidad: Reportes desde las líneas del frente. As/os interessadas/os em receber cópias gratuitas do CD devem entrar em contato com a equipe do SPW pelo e-mail admin@sxpolitics.org, informando nome e endereço completo, profissão e instituição que representa. O e-book também pode ser acessado pela página web do SPW e está disponível em inglês (www.sxpolitics.org/frontlines) e em espanhol (www.sxpolitics.org/frontlines/espanol).

>>> Sobre o e-book SexPolitics

Lançado em 2007, o e-book SexPolitics é o resultado de um projeto iniciado pelo SPW em 2004: uma iniciativa transnacional e transcultural de pesquisa desenvolvida para examinar alguns aspectos relativos à dinâmica política de sexualidade nos dias atuais. A pesquisa foi realizada em oito países (Brasil, Egito, Índia, Peru, Polônia, África do Sul, Turquia e Vietnã) e em duas instituições globais, a Organização das Nações Unidas e o Banco Mundial.

Embora os casos reflitam grandes diferenças contextuais em termos de temas e ênfases, aspectos comuns emergiram claramente dos resultados da investigação. Primeiramente, as políticas de sexualidade locais e globais sempre estão interligadas. Em segundo, a política de sexualidade está sempre associada a questões do poder. E por último, mas não menos importante, os casos apresentados revelam que tanto pesquisa como ativismo político são necessários para promover uma agenda de transformação pautada pela justiça social e pela justiça erótica.

Boa leitura!

Observatório de Sexualidade e Política (SPW)
ABIA – Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS
Av. Presidente Vargas, 446/ 13o. andar
Rio de Janeiro – RJ – Brazil – 20071-907
Tel: +55(21) 2223-1040 – Fax: +55(21)2253-8495
E-mail: admin@sxpolitics.org
http://www.sxpolitcs.org


Sobre o Observatório de Sexualidade e Política (SPW)

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O SPW é uma iniciativa global, cujo secretariado está sediado na ABIA (Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS). O SPW é composto por pesquisadoras/es e ativistas das mais diversas regiões do mundo. Inspirado por iniciativas locais e internacionais, o mandato do SPW tem dois pilares: contribuir para debates sobre política global relacionada à sexualidade através de projetos de pesquisa acerca de dinâmicas sociais e políticas públicas; e promover vínculos mais efetivos entre as iniciativas de caráter local, regional e global. Saiba mais através do site http://www.sxpolitics.org .

Seminários LGBT em Brasília – entrada FRANCA e LIBERADA

II SEMINÁRIO DE ADVOCACY  LGBT E ALIADAS

Estratégias para assegurar os direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais  (LGBT) no Congresso Nacional e no Judiciário 

25 e 26 de novembro de 2008.

 St. Peter Hotel
SHS Quadra 02 Bloco D. Setor Hoteleiro Sul – Brasília DF

PROGRAMAÇÃO

Dia 25 de novembro – Terça-feira

 

08h30  – Abertura: 

  • Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República -SEDH
  • Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT
  • Ordem dos Advogados do Brasil 
  • Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT

 

09h00 – Mesa 01 – Advocacy   

Mediador:  Léo Mendes  

  •  
    • Projeto Aliadas no Congresso Nacional

                Toni Reis e Igo Martini  

  •  
    • Situação referente a LGBT no Congresso Nacional
  •  

                   Marcos Rogério de Souza  – Assessor Parlamentar da Liderança do Governo   no Senado Federal 

  •  
    • Apresentação do Substitutivo do PL 1151/95

                Paulo Mariante e Roberto Gonçale  

  •  
    • Apresentação da Campanha “Não Homofobia”
  •  

      Cláudio Nascimento  

12h00 – Intervalo para Almoço 
 

14h00 – Mesa 02 – Judiciário  

Mediador: Beto de Jesus  

  • Situação referente a LGBT no Judiciário Nacional  –

            Dra Maria Berenice Dias  

  • Experiências de Advocacy no Judiciário da Colômbia

            Marcela Sánchez Buitrago – Colombia Diversa 

16h00 – Aliadas pelo Brasil  

  • Apresentação das coordenações do Projeto Aliadas nos Estados

 
 

17h00 – Trabalho de Advocacy no Congresso Nacional

PROGRAMAÇÃO

Dia 26 de novembro – Quarta-feira

 
 

08h30 – Grupo de Trabalho 01:

Planejamento estratégico para ações no Legislativo.:  

Coordenação: Igo Martini e Julian Rodrigues.

  

  • O papel da Frente Parlamentar e o movimento LGBT;
  • A Agenda Legislativa para 2009;
  • Frentes nos Estados e Municípios;
  • Orçamento da União para 2010;

 

09h – Grupo de Trabalho 02:

Planejamento estratégico para ações no Judiciário.:  

Coordenação: Dra. Maria Berenice Dias    

  • Audiência Pública no STF;
  • Amicus curiae:  ADPF 132/RJ;
  • Pedido de posicionamento favorável à igualdade de direitos;
  • Proposta de atuação imediata junto ao STJ e STF.

 

12h00 – Intervalo para Almoço 

14h – Deliberações e encaminhamentos   

Mediadora: Yone Lindgren   

  • Apresentação –  Planejamento estratégico no Legislativo
  • Apresentação –  Planejamento estratégico no Judiciário
  • Aprovação da minuta de substitutivo para o PL 1151/95

 

17h00 – Informes sobre o V Seminário Nacional LGBT 
 

17h15 – Trabalho de Advocacy no Congresso Nacional

      PROMOÇÃO

    Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT
    Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT)

    EXECUÇÃO

    Projeto Aliadas  – Grupo Dignidade – Pela Cidadania de Lésbicas, Gays e Trans

    FINANCIAMENTO

    Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidencia da República – SEDH/PR 
Published in: on 23/11/2008 at 18:12  Deixe um comentário  
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Glória Careaga, ativista lésbica mexicana, é a nova Secretária-Geral da ILGA

BRASIL SEDIARÁ 25ª CONFERÊNCIA MUNDIAL DA ILGA EM 2010

Enviada por Toni Reis

A 24ª Conferência Mundial da ILGA (Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexuais), foi realizada em Viena, Áustria, de 03 a 06 de novembro de 2008. 200 pessoas de 81 países participaram na conferência, com expressiva participação da África, Ásia e dos países Caribenhos de língua inglesa. Do Brasil participaram Toni Reis, Beto de Jesus e Luanna Marley. Também houve importante participação de pessoas trans, tanto masculinas quanto femininas.

200 novas organizações LGBT foram afiliadas à ILGA durante a conferência. A entidade passou a ter mais de 600 grupos afiliados, de 111 países. A América Latina é a região com o segundo maior número de organizações afiliadas (192), perdendo apenas para a Europa, com 300.

Brasil competiu com o Canadá para sediar a próxima conferência. O resultado foi que a 25ª Conferência Mundial da ILGA será realizada no Brasil em 2010.

Também foi ratificado que a 5ª Conferência Regional (América Latina e Caribe) da ILGA será realizada em Curitiba de 24 a 26 de setembro de 2009, e que no dia 27 de setembro haverá a 1ª Parada do Orgulho LGBT da América Latina e Caribe (LAC Pride).

A nova diretoria da ILGA também foi eleita durante a conferência. A organização é co-presidida por um secretário geral e uma secretária geral. Glória Careaga (México) foi eleita secretária geral, e Renato Sabbadini (Itália) foi eleito secretário geral. Belissa Andia (Peru) foi eleita Secretária das pessoas Trans, e Maria Sjödin (Suécia) foi eleita Secretária das Mulheres.

Os 200 participantes da conferência foram acolhidos pelo parlamento austríaco, durante uma sessão solene com discursos da presidente do parlamento, Barbara Prammer, da presidente do Partido Verde, Eva Glawischnig, e da ex-co-presidente da ILGA, Rosanna Flamer-Caldera. Em seguida houve um jantar de recepção, também no parlamento. Também foi oferecido um jantar pelo prefeito de Viena, Michael Häupl. Um terceiro jantar foi oferecido aos participantes pelo Partido Verde.

Durante a conferência ficou claro que o Brasil está sendo reconhecido por todo o trabalho que vem sendo feito em relação à comunidade LGBT, em especial a 1ª Conferência Nacional LGBT, as Paradas, o número de grupos e o número de candidatos/as LGBT e aliados/as nas últimas eleições municipais. Também foi muito elogiada a participação da ABGLT na Conferência Mundial de Revisão da Declaração e do Programa de Ação de Durban, sobre racismo, sendo a única ONG LGBT a ser aceita no credenciamento pré-conferência. As ONG LGBT que já obtiveram status consultivo junto ao Conselho Econômico e Social da ONU também terão o direito de participar da Conferência.

Entre as moções aprovadas na conferência, são uma moção contra o governo da Nicarágua pela perseguição ao movimento de mulheres, uma moção de aplauso ao presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, por sua posição favorável às pessoas LGBT. Foi aprovada a moção de repúdio, apresentada pela delegação brasileira, de repúdio ao Vaticano pela medida que submeterá candidatos ao clero a um exame psicológico para determinar se são homossexuais.

55 anos, 6 meses, um dia e dois resultados

Por Daniela Novais¹ e Jandira Queiroz²
Pescado do blog Jandirainbow

phyllis-lyon-del-martin-marriage

Se estivesse viva hoje, a ativista lésbica norte-americana Del Martin não traria o mesmo sorriso que estampou os jornais há cerca de cinco meses. Phyllis Lyon e Del Martin, de 83 e 87 anos de idade, respectivamente, foram o primeiro casal de lésbicas a se unir legalmente na Califórnia, depois que a Suprema Corte do estado derrubou o veto contra a união homossexual e legalizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo.Durante os 55 anos em que viveram juntas, criaram a primeira organização pública em defesa de lésbicas nos Estados Unidos, a Daughters of Bilitis, em 1995. Del Martin faleceu em 27 de agosto, dois dias antes de celebrarmos em terras brazucas o Dia Nacional da Visibilidade lésbica. Naquela ocasião, sua esposa disse que desde que se conheceram, “não poderia imaginar um dia em que ela não estaria mais ao meu lado”.

Coincidentemente, dois dias após a morte de Del Martin, o Public Policy Institute of California (PPIC) publicou resultados de uma pesquisa apontando que 54% de eleitores e eleitoras na Califórnia eram contra a reforma na Constituição que impediria a realização de casamentos homoafetivos. A pesquisa foi festejada como uma mudança relevante, uma vez que em 2000, questionad@s sobre o mesmo tema, 61% de eleitor@s se negavam a conceder esse direito a homossexuais.

phyllisdelHoje, novamente, Phyllis deve estar sentindo-se triste e só. A menos de seis meses da decisão que mudou a vida dela, de Del Martin e de 18 mil casais na Califórnia, o eleitorado indeciso aprova em referendo a Proposição nº 8, que toma o direito ao casamento de homossexuais.

Seria inimaginável, se não fosse real, tamanha contradição no noticiário das eleições presidenciais nos EUA. Em um bloco o discurso de Barak Obama, primeiro presidente negro eleito nos Estados Unidos, dizendo que essa havia sido uma vitória das minorias – inclusive dos gays – e no bloco seguinte a notícia do retrocesso a que a Califórnia se submete, retirando um direito civil de aproximadamente 10% da sua população depois de tê-lo oferecido e posto em prática.

Obama é professor de direito constitucional e defende que o casamento deve ser resolvido pelas igrejas, como melhor lhes aprouver, e não como matéria constitucional. O novo presidente dos EUA defende que a lei do país garanta elementos de uma união civil, como adoção, direito de herança e propriedade conjunta a todos os casais. No Senado, Obama se opôs a uma emenda constitucional que baniria o casamento homossexual nos EUA e apoiou a aprovação das uniões civis entre homossexuais, mas diz também que, pessoalmente, só acredita no casamento entre homem e mulher.

barack_-progressA campanha de Barack Obama constituiu um grupo específico de trabalho sobre os direitos LGBT, o Obama Pride. Em seu programa de governo, estão incluídas ações a favor da diversidade sexual, como a expansão para o âmbito federal de leis que punem crimes homofóbicos, o combate ao preconceito baseado na orientação sexual ou identidade de gênero no mercado de trabalho, a igualdade de direitos de adoção para gays e lésbicas e o fim do “Don’t Ask, Don’t Tell”, política norte-americana que proíbe homossexuais assumidos nas Forças Armadas.

Nos EUA, 47 estados proíbem o casamento gay. Nas eleições presidenciais, os estados do Arizona, Arkansas e Califórnia agora se somam a este número. Muitos estados norte-americanos banem o casamento e qualquer outra forma jurídica de reconhecimento da união entre pessoas de mesmo sexo, como o Texas, por exemplo. Além da Califórnia, apenas o Massachusetts e, recentemente, o Connecticut legalizaram o casamento homossexual.

Antecipando a derrota nas urnas, dezenas de casais de gays e lésbicas decidiram se casar nesta terça-feira no prédio da prefeitura de San Francisco. O centro administrativo da cidade, que no dia anterior estava tomado por eleitores buscando votar antecipadamente, ontem parecia mais uma festa gay. No hall do prédio e no seu mezanino, era possível assistir a três ou quatro celebrações de casamento simultaneamente. Do lado de fora, o clima era de protesto. Dezenas de cartazes defendiam o voto contra a proibição do casamento gay na Califórnia, dando boas-vindas aos casais de homossexuais que chegavam e saíam a todo momento da prefeitura.

Na quarta-feira, grupos a favor do casamento entre pares homoafetivos foram ao Supremo pedir o bloqueio do veto, alegando que a Constituição do Estado não pode ser alterada se isso significar uma violação a outros direitos constitucionais. A advogada Gloria Allred, que conseguiu duas vitórias no Supremo, com a decisão da Justiça a favor do casamento de dois de seus clientes, disse nesta quarta-feira que voltará a apresentar um recurso contra a proibição à união entre homossexuais.

Ao menos Del Martin e Phillys Lyon puderam legitimar seus 55 anos de união. Quando perdeu a companheira, a ativista divulgou um comunicado à imprensa, falando da felicidade de ter desfrutado do direito constitucional recém conquistado, de celebrar seu casamento. “Tenho muita sorte de a ter conhecido, a amado, e de ter sido sua companheira para todas as coisas. Também nunca pude imaginar que haveria um dia em que poderíamos nos casar. Estou devastada, mas tenho algo de consolo sabendo que pudemos desfrutar da cerimônia definitiva do amor e do compromisso antes que ela falecesse”.

¹ Jornalista, lésbica, ativista, mora em Salvador-BA.

² Jornalista, lésbica, ativista, integrante da Sapataria Coletivo de Lésbicas, mora em Brasília-DF.

Sarah Palin e a sexualidade

Como membro do Conselho Diretor da CCR, Sonia Correa analisa o debate gerado na mídia em torno da indicaçao de Palin para vice do candidato americano McCain, discorrendo sobre lacunas e deixando questoes abertas para reflexao do feminismo americano e global , que assiste nas ultimas semanas da corrida eleitoral americana, o uso de uma figura feminina para promover a ascensão de uma agenda moral conservadora. Leia Sonia Correa no JOGO RÁPIDO desta semana:

“A vertiginosa carreira político mídiatica de Sarah Palin começou uma semana atrás, quando o New York Times online anunciou, no meio do dia que Bristol Palin estava grávida de cinco meses. Quando a Vinicius Torres Freire publicou seu artigo, no domingo dia 7 de setembro, o socorro generoso do governo Bush a duas grandes empresas de financiamento habitacional tomava as primeiras páginas dos jornais de todo mundo. Mas ainda não era evidente o impacto positivo da escolha de Palin, a despeito do “ escândalo sexual” que se seguiu, entre as mulheres norte-americanas brancas, muitas das quais alguns meses eram as potenciais eleitoras de Hilary Clinton, o que fez subir rapidamente as intenções voto em Mc Cain .

O artigo de Freire não analisa essa dinâmica paradoxal. Mas tem o mérito inequívoco, de vincular as questões da gravidez na adolescência, do aborto e da agenda moral de Bush aos equívocos e contradições da política macroeconômica do chamados “neocons” (neo-conservadores). Esse tipo de análise, embora presente em publicações de “esquerda” como The Nation é muito escassa mesmo na grande mídia norte americana. E, ainda que em anos recentes, The Economist tenha feito matérias sobre HIV, aborto e prostituição, o tratamento que aí predomina tampouco faz a articulação com tendências macroeconômicas que são o foco principal da revista.

No caso do Brasil esse tipo de abordagem é ainda mais raro. Excetuando-se as eventuais, mas competentes, incursões de Miriam Leitão sobre esses e outros temas correlatos, sexualidade, gravidez e aborto estão ausentes dos cadernos de economia. É como se seus leitores e leitoras não tenham interesse ou nem mesmo devam ser informados sobre essas “externalidades” da vida cotidiana, para usar o jargão disciplinar. Assim sendo ao abrir o Caderno Dinheiro da Folha fui positivamente surpreendida pelo o artigo de Torres Freire.

Acho, porém, que autor comete um deslize quando afirma que “Bush, no caso, é uma irrelevância que apenas ajuda a espraiar a ignorância e o preconceito”. Essa afirmação passa ao largo dos investimentos financeiros e políticos sistemáticos da administração Bush para: promover o casamento monogâmico e a abstinência, criar barreiras para o acesso aborto, atacar com argumentos pseudo científicos a eficácia da camisinha e restringir os programas de educação em sexualidade nas escolas públicas. Recomendo às leitoras e leitores que queiram saber mais sobre essas políticas nefastas a leitura do relatório “ O Kamustra de Bush: muitas posições sobre Sexo” (acesse o site) ou que acessem o site (em inglês) http://www.pepfar.org. Quero dizer, contudo, ainda assim, a qualidade do artigo não fica comprometida.

Mas isso não é tudo. Desde domingo, os efeitos eleitorais do fenômeno Palin mobiliza um intenso debate nos EUA, como indicam os artigos escritos por uma multidão de feministas, num espectro vai de Camille Paglia à Gloria Steinem. Quanto a nós, as fotos espalhadas nos jornais e na web reavivam, não sem desconforto, a memória do Lobby do Batom que, vinte anos atrás, no processo constituinte, foi expressão da agenda feminista brasileira. Essas imagens também evocam os estudos clássicos de Julieta Kirkwood sobre a participação massiva de mulheres chilenas nas mobilizações que levaram ao golpe de Pinochet, os quais debatemos com fervor nos anos 1980. Mas há coisas “novas” sobre as quais devemos refletir, como por exemplo, a espetacularização da política, mais que evidente no fenômeno Palin. Mas também estamos frente ao desafio de compreender como e porque o feminismo de corte “identitário” que marca a eleição norte-americana de 2008 está levando tanta água para moinho dos neo-conservadores.

Pesquisa mostra que mulheres têm pouco espaço no cenário eleitoral

por Michelle Amaral da Silva

De acordo com estudo, participação feminina será menor do que o estipulado por lei. De acordo com especialistas, falta de incentivo e investimentos, além de uma política conservadora machistas, são as causas da ausência da mulher no cenário político
 
do Brasil de Fato, 09/09/2008

Michelle Amaral,
da Redação

Mesmo representando a maioria do eleitorado brasileiro- cerca de 51% dos 130 milhões de eleitores- as mulheres têm baixa participação no cenário político brasileiro: apenas 21,33% dos candidatos às próximas eleições são do sexo feminino. Os dados foram apresentados em um estudo feito pela Secretaria Especial de Política para as Mulheres (SEPM), que também revela que nenhum partido cumpriu a cota mínima de 30% de mulheres no total de candidaturas para as câmaras municipais, exigência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Nas candidaturas à prefeitura, todos os Estados da federação também apresentaram índices baixos de participação feminina. Apenas em Porto Alegre (RS), a cota foi superada (50%), onde há quatro candidatos de cada sexo concorrendo à prefeitura.

Para especialistas, o baixo nível de participação das mulheres na política brasileira é resultado de questões culturais e sócio-econômicas, tais como a idéia de que o papel da mulher é ser cuidadora do lar, marido e filhos. Ainda que trabalhe fora ou realize outras atividades, ela deve se dedicar aos trabalhos domésticos.

Visão machista e conservadora
De acordo com Sônia Malheiros Miguel, subsecretária de Articulação Institucional da SEPM, apesar da mulher ter assumindo papéis de visibilidade nas áreas da educação e do trabalho, existe a cultura de que o espaço político não é legítimo para ela. Para Sônia, trata-se de uma “visão machista e conservadora da sociedade brasileira”, em que o meio público é reservado ao homem, enquanto a mulher deve ficar em casa.

Esta mesma opinião é compartilhada pela cientista política e consultora do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMEA), Patrícia Rangel, que acredita que o sistema eleitoral brasileiro é excludente, não somente para as mulheres, como também para as minorias. Ela afirma que a baixa participação feminina não se deve a falta de vontade das mulheres, mas sim por causa das barreiras impostas pelo sistema político-eleitoral brasileiro. “Trata-se de um sistema branco e masculino”, afirma Rangel.

Outro aspecto tido como preponderante na baixa participação da mulher na política é a falta de investimento em políticas de incentivos, tanto por parte do governo quanto dos partidos. Sônia Malheiros explica na retórica se chama as mulheres à política, mas, na prática, há somente investimentos para candidaturas masculinas.

“Nos últimos anos, a eleição passou a ser disputada por quem tem mais dinheiro, não são mais as idéias que contam. Nesse jogo, as mulheres dificilmente ganham”, observa Laisy Morière, secretária nacional de Mulheres do Partido dos Trabalhadores (PT).

Desigualdades persistentes
O cenário político é um espaço significativo de decisão e, historicamente, foi e é dominado pelo homens. A primeira eleitora, não só do Brasil como da América Latina, foi Celina Guimarães Vianna, que teve seu nome incluído na lista de eleitores do Rio Grande do Norte, em 1927. Contudo, o direito ao voto só foi conquistado por todas as mulheres em 24 de fevereiro de 1932, quando foi promulgado o Código Eleitoral que igualava a mulher aos homens: o eleitor era descrito no código como “o cidadão maior de 21 anos, sem distinção de sexo…”.

Historicamente, a mulher alcançou espaços de maior visibilidade na sociedade brasileira. A conquista do direito ao voto, o ingresso ao mercado de trabalho e o acesso aos estudos são passos importantes na afirmação de igualdade entre homens e mulheres. Contudo, a visão conservadora de mundo de que o espaço público é naturalmente dos homens e à mulher é reservado o espaço da casa, ainda persiste em nossa sociedade, de acordo com Sônia Malheiros.

“No trabalho, ocupamos todos os espaços. Já temos maior escolaridade do que os homens”, conta Maria Amélia Teles, da organização não-governamental União de Mulheres do Município de São Paulo. Mas, apesar dessas conquistas, ela ressalta que a igualdade plena entre gêneros não foi alcançada. “A desigualdade nas relações de gênero ainda prevalece em todos espaços e instituições. Nossos salários continuam menores. Isto afeta diretamente as relações de poder. Ainda somos menos empoderadas do que os homens”, lamenta.

Mudança de mentalidade
Apesar disso, Maria Amélia aponta que não se pode negar que, entre muitos, a igualdade de direitos entre mulheres e homens já é reconhecida, e que cada vez mais a mulher tem conseguido que se façam leis e políticas públicas para a defesa de direitos iguais. Porém, “a mudança de mentalidade se faz lentamente e mais: os homens (nem todos) não querem perder seus privilégios”, pondera.

Para a feminista, a sub-representação da mulher é fruto do nosso sistema capitalista, que lucra com a desigualdade de gênero. Ela afirma que as mulheres são sobrecarregadas de tarefas, que em maior parte não trazem custos ao sistema. “As mulheres fazem muitos trabalhos inteiramente gratuitos como as tarefas domésticas, os cuidados com crianças, idosos e doentes. Somos nós que realizamos 2/3 do trabalho mundial e grande parte deste trabalho não custa nada para os capitalistas”, analisa Maria Amélia “As mulheres ainda são as cuidadoras da família, fica difícil sair de casa para participar. O Estado e a sociedade precisam assumir os cuidados com a família. A divisão sexual do trabalho doméstico está no campo privado, enquanto não houver uma intervenção nesse processo a mulher continuará em casa”, enfatiza Laisy Moriére.

Tripla jornada
Como resultado, a mulher que conquista espaço no mercado de trabalho tem de realizar uma dupla jornada. “A mulher é responsável pelo cuidado do lar e, se trabalha, ela acaba fazendo uma jornada dupla de trabalho, no serviço e depois em casa”, esclarece Patrícia Rangel, que acredita que, ao se engajar na política implica, a mulher é submetida a uma jornada tripla de trabalho.

Para garantir uma plena participação das mulheres, é necessário que se mude a lógica do sistema político, econômico e social, acredita Maria Amélia. “A política tal qual está concebida está distante da vida da maioria das mulheres. Quem vai se responsabilizar pelas crianças se as reuniões dos partidos políticos terminam tarde da noite?”, questiona.

Os abusos, como o fato de que no Brasil a cada 15 segundos uma mulher é espancada por seu companheiro ou ex, também são barreiras à realização de política por parte das mulheres. “Há necessidade de se fazer uma inversão da agenda política, priorizando as questões das mulheres. Assim se garante mais eqüidade na família, na comunidade, no trabalho e na política. Assim as mulheres poderão disputar espaços políticos de maneira mais justa, mais equilibrada, sem tanto desgaste” enfatiza Maria Amélia.