10 anos: Decisão do CFP de não tratar homossexualidade

Da Agência Brasil

humanidade-homofobiaPortas abertas para discussões sobre opção sexual e ampliação da inclusão social de homossexuais foram alguns dos resultados obtidos com a resolução criada no dia 22 de março de 1999 pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP). É dessa maneira que, dez anos depois, o presidente da CFP, Humberto Cota Verona, avalia os efeitos da resolução, que proibiu psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como problema de saúde.

Segundo ele, a medida fez com que o debate sobre homossexualidade estivesse cada vez mais presente na sociedade. “Ela [a resolução] teve um importante papel para garantir direitos e abrir a discussão sobre a questão da orientação sexual. Hoje a gente pode dizer que a sociedade evoluiu bastante”, afirmou o psicólogo em entrevista ao programa Cotidiano da Rádio Nacional.

Para a psicologia, a homossexualidade é uma experiência humana e não um desvio patológico como acreditavam profissionais que ofereciam trata mento de cura até a aprovação da determinação pelo conselho. “A resolução proíbe o psicólogo de tratar a escolha homoafetiva como um problema de saúde e muito menos oferecer tratamento e cura para isso. Foi com essa compreensão que editamos essa resolução que hoje nos dá muito orgulho de estarmos comemorando”, disse Verona.

Apesar dos ganhos, o presidente do CFP enfatizou que ainda há muito que se fazer contra a discriminação. Segundo o psicólogo, pessoas com diferentes opções sexuais que não a considerada “normal” pela sociedade sofrem com o preconceito e acabam procurando ajuda psicológica. “A psicologia tem ajudado essas pessoas a encarar esse sofrimento, a aprender a lidar com esse enfrentamento social da sua escolha.”

SuperMegaSarauRadical!

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Super SarauRadical com muita arte agita São Sebastião nos dias 19 e 20/12

Já confirmados GOG, Elen Oléria e Cia Articum do Boi Jatobá!!!

Imperdível! Nos próximos dias 19 e 20 de dezembro, sexta e sábado, o Parque Agropecuário de São Sebastião-DF vai tremer com muita cultura e arte, mistura de rítmos musicais, artesanato, skate, no tradicional Sarau Radical
evento realizado uma vez por mês, a mais de cinco anos, na periferia do DF.

Nesta edição de fim de ano, os Radicais Livres S/A, grupo sócio-cultural da comunidade apresenta grandes atrações como o rapper do Distrito Federal GOG, a cantora que vem despontando na cena de Brasília com muito swing Elen Oléria e a Cia Artcum, Ponto de Cultura de taguatinga que apresenta folclore do prórpio Cerrado –O Boi Jatobá– um misto de Bois do Brasil. Mais atraçõeas ainda estão para ser confirmadas.

Ademais, muita declamação no espaço livre de poesia (donde os poetas de plantão do DF ou não) estão convidados, teatro, brincadeira, pista de skate, e cultura de paz, bem como Feira de Economia Solidária para garantir presentes bem mais criativos e responsáveis… UFA! É Super este… não perca… A entrada é franca, ainda assim, pedimos doação de brinquedos para serem distribuidos a crianças carentes. Como diria o seu Ladir: Vai ser MARA!

Temos arte como o caminho. Venha caminhar com a gente.
Afinal, os loucos não errarão o caminho!

Radicais Livres S/A
Informações:
supersarauradical@gmail.com
ou pelo telefone 3335 9009(Juliana)

Maluf e Lula: discursos diferentes, mas iguais

Hetero… o quê?

do blog Bota Dentro

Você já ouviu falar do termo ‘heteronormatividade’? Não? Mas, com certeza, em algum momento da sua vida já se viu em uma situação completamente influenciada por ela. Eu explico: este termo é usado para descrever situações nas quais as variações da sexualidade são marginalizadas, ignoradas ou perseguidas por práticas sociais, crenças ou políticas.

Vem daí aquele argumento mais que manjado e combatido pelos gays e pelos simpatizantes: aquela idéia de que os seres humanos recaem em duas categorias distintas e complementares, macho e fêmea, e que relações sexuais e maritais são normais somente entre pessoas de sexos diferentes. Assim, segundo essa norma (que significa esquadro em latim), sexo físico, identidade de gênero e papel social de gênero deveriam enquadrar qualquer pessoa em padrões integralmente masculinos ou femininos, heterossexuais.

Duas declarações publicadas nesta quarta-feira pela imprensa mostram bem o quanto a nossa sociedade é feita para heterossexuais, mesmo quando quem fala não tem a menor intenção de ser preconceituoso. Vejamos: o ex-prefeito e atual deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), mais uma vez candidato à Prefeitura de São Paulo, disparou: “Eu tenho um profundo sentimento cristão. O normal é homem gostar de mulher. Homem com homem não é normal. Não vou dizer que é normal só para ganhar votos de gays”.

Em situação completamente oposta, mas com alguma coisa em comum, está a entrevista concedida pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), à Agência Brasil, empresa estatal de comunicação. Não é segredo para ninguém que o presidente já fez várias vezes comentários positivos em relação às uniões homoafetivas. E desta vez, ele foi direto no ponto: Presidente, o senhor é a favor do casamento gay?

A resposta: “Eu a vida inteira defendi o direito à união civil. Acho que nós temos de parar com hipocrisia, porque a gente sabe que existe. Tem homem morando com homem, mulher morando com mulher e muitas vezes vivem bem, de forma extraordinária. Constroem uma vida juntos, trabalham juntos e por isso eu sou favorável. Eu acho que nós temos que parar com esse preconceito.”

O problema está no trecho seguinte: “Olha, nós temos que tratar sem nenhuma discriminação a vida que cada um leva dentro de casa, o parceiro que quer ter a mulher ou homem é problema deles. O importante é que sejam cidadãos brasileiros, respeitem a Constituição e cumpram com seu compromisso com a Nação. O resto é problema deles e eu sou defensor da união civil.”

Desculpe, presidente. Mas, eu não quero ser gay só dentro de casa. Esse trecho me lembra aqueles discursos: “Quer dar a bunda em casa? Tudo bem. Só não me vem dar beijinho na rua, tá?”

Tropeço de Lula ou não, eis a influência da heteronormatividade.

Acrescento algo mais aqui. Além de reivindicar o respeito dentro e fora da minha casa, ou seja, da esfera privada, ser lésbica ou gay não é “problema” nosso, é condição, orientação, e até pode ser opção em alguns casos. Agora… problema, não é. Torna-se um problema de saúde pública quando tantas e tantos de nós somos agredid@s violentamente a cada dia, simplesmente porque amamos e nos relacionamos de modo que foge à regra da heteronormatividade.

Definitivamente, já que o Presidente Lula anda se aventurando a dar declarações sobre direitos de homossexuais (parabéns pra ele!!) precisa de uma boa assessoria em assuntos LGBT, alguém que explique essas coisas pra ele, senão vai ser gafe atrás de gafe. Não adianta muito levantar a bandeira em Conferência Nacional, sem saber o que ela representa para cerca de 10% da população brasileira. Essa frase do “é problema de cada um o que faz dentro de casa” ele proferiu também na Conferência Nacional LGBT, no meio de outras pérolas, e muita gente fez cara de limão azedo na platéia, mas era o Presidente apoiando a causa… Obrigada, Presidente! Mas se o apoio não for consciente e consistente, pode até atrapalhar…

Todavia, nem tudo são críticas. O Presidente saiu-se muito bem fazendo o seguinte questionamento:

“Por que os políticos que são contra [a união homoafetiva] não recusam os votos deles, por que o Estado brasileiro não recusa os imposto de renda que eles pagam?”, questionou Lula.

Por quê?

Segundo a Agência Brasil, para o presidente, a sociedade e o Estado brasileiros têm que parar de agir com hipocrisia.

Para nós também, Presidente!

Postado por Jandira Queiroz

MARCHAS PELA VIDA E PELA LIBERDADE RELIGIOSA

19 de setembro eEm Salvador

SONHOS…

por Misha

sonho com vc todas as noites
sonho com o dia em que meu sonho se
torne realidade.
sonho com o dia em que sonhar nao será mais necessário
pois a terei em meus braços.

sonho com o dia em que o amor entre duas iguais
nao provocará mais espanto no ser humano
sonho com o dia que viver será somente aprendizado
e não guerra.
sonho com o dia em que o respeito será maior que o dinheiro
sonho com o dia em que o amor será mais forte que o preconceito.

sonho com uma sociedade justa e igualitária
sonho com o dia em que o socialismo não será mais um sonho
e acima de tudo, sonho com o dia em que lutaremos juntas
para que esses e outros sonhos meus e seus se tornem realidade.

mais isso é só um sonho.