4º Seminário – Panorama atual da Saúde das Mulheres em sua diversidade: Indígenas, negras e lésbicas

O Seminário faz parte do Ciclo de Seminários Temáticos que se realiza desde setembro de 2008, na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, organizado pela mesma, por meio do Departamento de Saúde Materno-Infantil; o Núcleo de Estudos de População da Universidade Estadual de Campinas (NEPO/UNICAMP), por intermédio de suas áreas Saúde Reprodutiva e Políticas Públicas e População; e a Rede Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos – Regional São Paulo e objetiva apresentar e discutir o panorama da violência contra a mulher no país, analisando a violência sexual e doméstica como um problema de saúde pública, bem como enfocar a política nacional de combate a esta violência e a importância da atuação das organizações da sociedade civil no que diz respeito ao controle da execução da mencionada política.

Data: 24/08/2009 – 14:00 às 18:00h.
Local: FSP/USP – Auditório João Yunes – Av. Dr. Arnaldo, 715 – São Paulo – SP (Próximo a Estação Clínicas do Metro).

Coordenadora da Mesa:

Regina Maria Barbosa
– Núcleo de Estudos de População – NEPO/ Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP

Expositoras:

A Saúde das mulheres indígenas e Política Pública: conquistas e desafios

Marta Maria do Amaral Azevedo – Pesquisadora da área de demografia das etnias do NEPO/UNICAMP e do CEBRAP

Joana Zelma Figueredo Freitas – Representante da Coordenação das Mulheres Indígenas da FUNAI .
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A Saúde das mulheres negras e Política Pública: conquistas e desafios.
Suelaine Carneiro – Coordenadora do Programa de Educação e Saúde de Geledés Instituto da Mulher Negra.

A Saúde das mulheres lésbicas e Política Pública: conquistas e desafios
Carmem Lúcia Luiz– Representante da Liga Brasileira de Lésbicas (LBL) no Conselho Nacional de Saúde (CNS).

Convidadas especiais como facilitadoras do debate plenário:

 

Lavinia Oliveira – UNIFESP – Departamento de Medicina Preventiva e Coordenadora de Recursos Humanos do Projeto Xingu/UNIFESP.

Maria Luisa P. de Oliveira – Secretária Adjunta da Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos e integrante da Maria Mulher – Organização das Mulheres Negras.

Maria de Lourdes Alves Rodrigues – Conselheira Representante da Rede Feminista de Saúde no Conselho Estadual de Saúde (CES) da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e integrante da Liga Brasileira de Lésbicas ( LBL).

Trata-se de uma atividade coordenada por três instituições – duas universitárias e uma da sociedade civil – que vêm trabalhando há muitos anos com as questões da saúde das mulheres, a saber: a Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo – FSP/USP, por meio do Departamento de Saúde Materno-Infantil, o Núcleo de Estudos de População – NEPO, da Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP e a Rede Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos – Regional São Paulo.

No evento também será realizado o:

LANÇAMENTO DOS “MARCOS LEGAIS DA SAÚDE DAS MULHERES, DOS DIREITOS SEXUAIS E DIREITOS REPRODUTIVOS: FERRAMENTA PARA A AÇÃO POLÍTICA DAS MULHERES”

Após o Seminário, a Faculdade de Saúde Pública da USP e a Rede Feminista de Saúde – Regional São Paulo – promoverão no mesmo Auditório, das 18:00 às 19:00 horas, o lançamento acima mencionado – com a presença da Secretária Adjunta da RNFS – Maria Luisa P. de Oliveira – que fará a divulgação e apresentação da publicação.

Inscrições:

As inscrições para o seminário são gratuitas e podem ser feitas no e-mail abaixo ou no local, no dia do evento. Serão fornecidos certificados de participação no mesmo pela Comissão de Cultura e Extensão da FSP/USP.

Inscrições para o Seminário pelo e-mail cesp2007@fsp.usp.br: envie seu nome, telefone e Instituição.

Coordenação Geral do Ciclo de Seminários Temáticos

Augusta Thereza de Alvarenga – FSP/USP

Regina Maria Barbosa – NEPO/UNICAMP

Rosa de Lourdes Azevedo dos Santos – Rede Feminista de Saúde – Regional São Paulo

Mais informações sobre o evento, no e-mail: cesp2007@fsp.usp.br

Não haverá estacionamento disponível na Faculdade.

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Série de Medidas para combater as DSTs/Aids

Do Correio Braziliense

Uma série de ações foram adaptadas à realidade do Distrito Federal para diminuir a transmissão do vírus HIV e aumentar a conscientização entre gays e travestis. O Plano Distrital de Enfrentamento da Epidemia de AIDS e outras DSTS será apresentado à equipe técnica do Ministério da Saúde às 8h de hoje, no auditório do Hospital Dia – Unidade Mista de Saúde da Regional Sul, EQS 508/509. Dentre as medidas está a realização de cursos e oficinas de sensibilização, construção de um sistema de denúncias contra a violência aos direitos humanos e produção de material impresso, para nortear as ações de combate às DSTS/AIDS.

Saiu nova revista da IPAS – Saúde Sexual e Reprodutiva

Já está disponível na web a nova edição da Revista de Saúde Sexual e Reprodutiva de Ipas Brasil. Acesse a edição completa CLICANDO AQUI.

Abaixo você encontrará o Editorial com links para algumas seções da revista. Para ter acesso as publicações anteriores, acesse “Revista Eletrônica” no site do Ipas Brasil no endereço: http://www.ipas.org.br

Editorial

O caso da menina de 9 anos de Alagoinha, em Pernambuco, teve grande repercussão mundial na mídia nacional e internacional, pela sua dramaticidade, já que tratava-se de uma menina de 9 anos estuprada pelo padrasto que estava grávida de gêmeos. O Ipas Brasil colaborou na divulgação de dados sobre a violência sexual e sobre o impacto da ilegalidade do aborto na saúde das mulheres nas cidades de Recife e Petrolina, conforme consta no Dossiê elaborado por Ipas Brasil, Curumim e Cfemea. Ipas também divulgou a pesquisa qualitativa com 20 mulheres que passaram pela experiência do aborto previsto em lei que foi conduzida no Hospital Pérola Byington, em São Paulo, onde 43% dos atendimentos diários se referem a meninas com menos de 12 anos que engravidaram depois do estupro.

Expressamos neste número da Revista a nossa admiração pela coragem e determinação dos profissionais de saúde do CISAM, Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros, em especial ao Professor Carlos Calado, Reitor da Universidade de Pernambuco (UPE); que cumpriram com os seus deveres ético profissionais e garantiram a aplicação da lei protegendo os direitos humanos da menina de Alagoinha. Divulgamos AQUI a carta de solidariedade da Comissão de Cidadania e Reprodução (CCR) para coleta de assinaturas em apoio e solidariedade aos profissionais desse serviço.

Na ocasião do Dia Internacional da Mulher, no âmbito internacional, Ipas apresenta uma prévia do documentário “Not Yet Rain “ou “Ainda não é chuva” através de um site promocional com trailer (em inglês). O documentário, que tem previsão para ser lançado no próximo mês, fala sobre a situação reprodutiva das mullheres na Etiópia por meio das vozes e entrevistas com as mulheres daquele país. O documentário mostra que, apesar da mudança legislativa que ampliou o acesso ao aborto seguro no país, na prática, o acesso das mulheres aos serviços de saúde ainda é insuficiente. Além disso, mais ações poderiam ser feitas para melhorar a formação e o treinamento de profissionais de saúde.

Esperamos que a data gere outras iniciativas que estimulem novos debates para novas conquistas, em especial para a saúde e para os direitos sexuais e reprodutivos da mulher brasileira. Para isso, contamos, ainda, com a sua participação e divulgação do site da campanha “Criminalizar o aborto resolve? Vai pensando ai” no http://www.vaipensandoai.com.br. A emissora de televisão Rede Record, também merece destaque por exibir o video de responsabilidade social a favor do direito da mulher decidir pelo seu corpo (disponível também no YouTube).

Ainda como referência ao Dia Internacional da Mulher, é com orgulho que informamos a homenagem de reconhecimento para a Diretora Leila Adesse na ocasião dos 25 anos do PAISM (Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher), durante o Seminário Nacional da Mulher e Cairo+15, em Brasília. Agradecemos a homenagem entregue pelo Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e esperamos continuar contribuindo com a melhoria da saúde reprodutiva da mulher brasileira. Em especial, fortalecendo a atuação dos profissionais das áreas da Saúde e do Direito na atenção em saúde e na garantia dos direitos humanos das mulheres no Brasil e na região.

Muito obrigada
Leila Adesse
IPAS BRASIL

Para a edição completa – Março 2009, clique aqui.